sexta-feira, 24 de junho de 2011
São João Batista batizou Jesus no Rio Jordão.
São João Batista
Veneração por
Igreja Católica, Igreja Ortodoxa Oriental, Igreja Ortodoxa Ocidental, Igreja Anglicana
Festa litúrgica dia 24 de Junho, natividade 29 de Agosto, decapitação
1 – História e Biografia
João Batista (AO 1945: Baptista), também chamado de João, o Batizador (AO 1945: Baptizador) (Judeia, 2 a.C. - 30 d.C.) foi um Pregador Judeu, do início do Século I, citado por inúmeros historiadores, entre os quais estão Flávio Josefo e os autores dos quatro Evangelhos da Bíblia.
Segundo a narração do Evangelho de São Lucas, João Baptista era filho do Sacerdote Zacarias e Isabel (ou Elizabete), prima de Maria, mãe de Jesus. Foi Profeta e considerado pelos Cristãos como o Precursor do prometido Messias, Jesus Cristo. Baptizou muitos Judeus, incluindo Jesus, no Rio Jordão, e introduziu o Baptismo de Gentios nos rituais de conversão Judaicos, que mais tarde foram adoptados pelo Cristianismo.
Índice:
1 - História e Biografia
2 - Infância e Educação
3 - Morte dos Pais e início da Vida Adulta
4 - Influência Religiosa
5 - O Baptismo de Jesus
6 - Prisão e Morte
7 - Importância para a Religião - Cristianismo
8 - Outras Religiões
9 - São João Batista na Umbanda
10 - São João Batista no Islamismo
11 - São João Batista no Espiritismo
12 - Filosofia Religiosa
13 - Cronologia
2 - Infância e Educação
A Virgem Amamentando o Menino e São João Batista Criança em Adoração.
João nasceu numa pequena Aldeia chamada Aim Karim, a cerca de seis quilômetros lineares de distância a oeste de Jerusalém.
Segundo interpretações do Evangelho de Lucas, era um Nazireu de nascimento. Outros documentos defendem que pertencia à facção nazarita da Palestina, integrando-a na puberdade, era considerado, por muitos, um homem consagrado. De acordo com a Cronologia neste artigo, João teria nascido no Ano 7 a.C.; os Historiadores Religiosos tendem a aproximar esta data do ano 1º, apontando-a para 2 a.C..
Como era prática ritual entre os Judeus, o seu pai Zacarias teria procedido à cerimónia da Circuncisão, ao oitavo dia de vida do menino. A sua educação foi grandemente influenciada pelas acções religiosas e pela vida no templo, uma vez que o seu pai era um sacerdote e a sua mãe pertencia a uma sociedade chamada "as filhas de Araão", as quais cumpriam com determinados procedimentos importantes na sociedade religiosa da altura.
Aos 6 anos de idade, de acordo com a educação sistemática judaica, todos os meninos deveriam iniciar a sua aprendizagem "escolar". Em Judá não existia uma escola, pelo que terá sido o seu pai e a sua mãe a ensiná-lo a ler e a escrever, e a instruí-lo nas actividades regulares.
Aos 14 anos há uma mudança no ensino. Os meninos, graduados nas escolas da sinagoga, iniciam um novo ciclo na sua educação. Como não existia uma escola em Judá, os seus pais terão decidido levar João a Engedi (actual Qumram) com o fito de este ser iniciado na educação Nazarita.
João terá efectuado os Votos de Nazarita que incluíam abster-se de bebidas intoxicantes, o deixar o cabelo crescer, e o não tocar nos mortos. As ofertas que faziam parte do ritual foram entregues em frente ao templo de Jerusalém como caracterizava o ritual.
Engedi era a sede ao Sul da Irmandade Nazarita, situava-se perto do Mar Morto e era liderada por um homem, reconhecido, de nome Ebner.
3 - Morte dos Pais e início da Vida Adulta
O pai de João, Zacarias, terá morrido no ano 12 d.C.. João teria 18-19 anos de idade, e terá sido um esforço manter o seu voto de não tocar nos mortos. Com a morte do seu pai, Isabel ficaria dependente de João para o seu sustento. Era normal ser o filho mais velho a sustentar a família com a morte do pai. João seria filho único. Para se poder manter próximo de Engedi e ajudar a sua mãe, eles terão se mudado, de Judá para Hebrom (o deserto da Judeia). Ali João terá iniciado uma vida de pastor, juntando-se às dezenas de grupos Ascetas que deambulavam por aquela região, e que se juntavam amigavelmente e conviviam com os nazaritas de Engedi.
Isabel terá morrido no ano 22 d.C. e foi sepultada em Hebrom. João ofereceu todos os seus bens de família à irmandade nazarita e aliviou-se de todas as responsabilidades sociais, iniciando a sua preparação para aquele que se tornou um “objectivo de vida” - pregar aos gentios e admoestar os judeus, anunciando a proximidade de um “Messias” que estabeleceria o “Reino do Céu”.
De acordo com um Médico da Antioquia, que residia em Písia, de nome Lucas, João terá iniciado o seu trabalho de Pregador no 15º ano do Reinado de Tibério. Lucas foi um Discípulo de Paulo, e morreu em 90. A sua herança escrita, narrada no "Evangelho segundo São Lucas" e "Actos dos Apóstolos" foram compiladas em acordo com os seus apontamentos dos conhecimentos de Paulo e de algumas testemunhas que ele considerou. Este 15º ano do reinado de Tibério César terá marcado, então, o início da pregação pública de João e a sua angariação de discípulos por toda a Judeia em acordo com o Novo Testamento.
Esta data choca com os acontecimentos cronológicos. O Ano 15 do Reinado de Tibério ocorreu no Ano 29 d.C.. Nesta data, quer João Baptista, quer Jesus teriam provavelmente 36 a 37 anos de idade.
Duas possibilidades surgem:
• Lucas errou na datação dos acontecimentos;
• A história falha na colocação sequencial dos eventos.
4 - Influência Religiosa
É perspectiva comum que a principal influência na vida de João terá sido o registos que lhe chegaram sobre o profeta Elias. Mesmo a sua forma de vestir com peles de animais e o seu método de exortação nos seus discursos públicos, demonstravam uma admiração pelos métodos antepassados do Profeta Elias. Foi muitas vezes chamado de “encarnação de Elias” e o Novo Testamento, pelas palavras de Lucas, refere mesmo que existia uma incidência do Espírito de Elias nas acções de João.
O Discurso principal de João era a respeito da vinda do Messias. Grandemente esperado por todos os Judeus, o Messias era a fonte de toda as esperanças deste povo em restaurar a sua dignidade como nação independente. Os Judeus defendiam a ideia da sua nacionalidade ter iniciado com Abraão, e que esta atingiria o seu ponto culminar com achegada do Messias. João advertia os judeus e convertia gentios, e isto tornou-o amado por uns e desprezado por outros.
Importante notar que João não introduziu o baptismo no conceito judaico, este já era uma cerimónia praticada. A inovação de João terá sido a abertura da cerimónia à conversão dos gentios, causando assim muita polémica.
Numa pequena aldeia de nome “Adão” João pregou a respeito “daquele que viria”, do qual não seria digno nem de apertar as alparcas (as correias das sandálias). Nessa aldeia também, João acusou Herodes e repreendeu-o no seu discurso, por este ter uma ligação com a sua cunhada Herodíades, que era mulher de Filipe, rei da Ituréia e Traconites (irmão de Herodes Antipas I). Esta acusação pública chegou aos ouvidos do tetrarca e valeu-lhe a prisão e a pena capital por decapitação alguns meses mais tarde.
5 - O Baptismo de Jesus
Pessoalmente para João, o Baptismo de Jesus terá sido o seu auge experiencial. João terá ficado admirado por Jesus se ter proposto para o baptismo. Esta experiência motivou a sua fé e o seu ministério adiante.
João baptizava em Pela, quando Jesus se aproximou, na margem do Rio Jordão. A síntese Bíblica do acontecimento é resumida, mas denota alguns factores fundamentais no sentimento da experiência de João. Nesta altura João encontrava-se no auge das suas pregações. Teria já entre os 25 e os 30 Discípulos e Baptizava Judeus e Gentios arrependidos. Neste tempo os judeus acreditavam que Deus castigava não só os iníquos, mas as suas gerações descendentes. Eles acreditavam que apenas um judeu poderia ser o culpado do castigo de toda a nação. O baptismo para muitos dos judeus não era o resultado de um arrependimento pessoal. O trabalho de João progredia.
Os relatos Bíblicos contam a história da voz que se ouviu, quando João baptizou Jesus, dizendo “este é o Meu filho amado no qual ponho toda a minha complascência”. Refere que uma Pomba esvoaçou sobre os dois personagens dentro do Rio, e relacionam essa ave com uma manifestação do Espírito Santo. Este acontecimento sem qualquer repetição histórica tem servido por base a imensas Doutrinas Religiosas.
6 - Prisão e Morte
O aprisionamento de João ocorreu na Pereia, a mando do Rei Herodes Antipas I no 6º mês do ano 26 d.C.. Ele foi levado para a fortaleza de Macaeros (Maqueronte), onde foi mantido por dez meses até ao dia de sua morte. O motivo desse aprisionamento apontava para a liderança de uma revolução. Herodias, por intermédio de sua filha, conseguiu coagir o Rei na morte de João, e a sua cabeça foi-lhe entregue numa bandeja de prata e depois foi queimado em uma fogueira numa das festas palacianas de Herodes.
Os discípulos de João trataram do sepultamento do seu corpo e de anunciar a sua morte ao seu primo Jesus.
7 - Importância para a Religião - Cristianismo
Flávio Josefo um Historiador do Século I relacionou a derrota do exercito de Herodes frente a Aretas IV (Rei da Nabateia) se deveria ao facto da prisão e morte de João Baptista – um homem consagrado que pregava a purificação pelo Baptismo.
Flávio Josefo refere também que o povo se reunia em grande número para ouvir João Baptista, e Herodes temeu que João pudesse liderar uma rebelião, mandando-o prender na prisão de Maqueronte e de seguida matou-o.
8 - Outras Religiões
João Baptista é venerado como Messias pelo Mandeísmo. João Baptista é também considerado pelos Muçulmanos como um dos grandes Profetas do Islão.
9 - São João Batista na Umbanda
Na Umbanda, Religião Afro-Brasileira, este Santo é sincretizado como uma das manifestações do Orixá Xangô e é responsável nesta crença, por um Agrupamento de Espíritos que trabalha com a Saúde e o conhecimento, chamada de Linha do Oriente, por congregar além de Médicos e Cientistas, Hindus, Muçulmanos e outros Povos.
10 - São João Batista no Islamismo
São João Batista também é reverenciado pelos Muçulmanos como sendo um dos seus Profetas.
11 - São João Batista no Espiritismo
No Espiritismo, a volta de Elias como João Batista é interpretada como sendo através da Reencarnação; a decapitação de João Batista sendo uma espécie de punição ( comparada ao que outros por outros segmentos de Filosofia Espiritualista chamariam de karma) por ele ter, como Elias, Massacrado os Profetas de Baal.
12 - Filosofia Religiosa
João era um Judeu de educação. Toda a Filosofia Judaica foi-lhe incutida desde criança. No tempo de João Baptista o Povo vivia subjugado à soberania dos chamados Gentios havia quase cem anos. A desilusão nacional levantava inúmeras questões a respeito dos ensinamentos de Moisés, do desocupado trono de David e dos pecados da nação.
Era difícil de explicar na religião daquele povo a razão pela qual o trono de David se encontrava vazio.
A tendência do povo era justificar os acontecimentos adversos com um provável “pecado nacional”, tal como tinha acontecido anteriormente no cativeiro da Babilónia, e outros mais.
Os Judeus acreditavam na previsão de Daniel a respeito do Messias, e consideravam que a chegada desse prometido iniciaria uma nova época – a do Reino do Réu. A pregação de João é fortemente influenciada pela antevisão do "Reino dos Céus". E os ouvintes acreditavam que o esperado Messias estaria para chegar e restaurar a soberania do povo que eles definiam como escolhido, e iniciar uma nova época na Terra: a época de justiça.
A pergunta era quando. A fé de todos defendia que seria ainda naquela geração, e João vinha confirmar o credo. A fama da sua pregação era o facto deste pregador ser tão convicto ao anunciar o Messias para breve. Milhares de pessoas, na sua ânsia pela liberdade acreditavam devotamente em João e nas sua admoestações.
Muitos judeus acreditavam que o Reino dos Céus iria ser governado na terra por Deus em via directa. Outros acreditavam que Deus teria um representante – o Messias, que serviria de intermediário entre Deus e os Homens. Os judeus acreditavam que esse reino seria um reino real, e não um Reino Espiritual como os Cristão mais tarde doutrinaram. Foi esse o motivo da negação de Jesus como o Messias, por parte da maioria do Povo Judeu.
João pregava que o "Reino de Deus" estaria "ao alcance das mãos" e essa pregação reunia em sua volta centenas de pessoas sedentos de palavras que lhes prometessem que o seu jugo estava próximo do fim.
João escolheu o Vau de Betânia para pregar. Este local de passagem era frequentada por inúmeros viajantes que levavam a Mensagem de João a lugares distantes. Isto favoreceu grandemente o espalhar das suas palavras.
Quando ele disse "até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão" ele referia-se à 12 pedras que Josué tinha mandado colocar na passagem do rio, simbolizando as doze tribos, na primeira entrada do povo na Terra Prometida.
João era um pregador heróico. Ele falava ao povo expondo os líderes iníquos e as suas transgressões. Quando o assemelhavam a Elias, era porque este tinha o mesmo aspecto rude e admoestador do seu antecessor. João não queria simpatia. Ele pregava a mudança, chamava "raça de víboras" e com o indicador apontado, tal como Elias o tinha feito anteriormente, e isto o categorizou como Profeta.
João tinha discípulos. Isto significa que ele ensinava. Ele tinha aprendizes com quem dispensava algum tempo em ensinar. Havia interesse nas suas palavras e filosofia nos seus ensinamentos.
13 - Cronologia
Herodes “o Grande” conquistou o lugar de Governador da Galileia em 44 a.C.. Dirigiu uma batalha contra os Hasmoneus que o levaram ao Sanhédrin (Sinédrio) para ser julgado, invocando a pena capital. Hircano II concedeu-lhe a deportação para a Síria, que na altura era uma província romana. Na Síria, e por intermédio da autoridade romana foi estabelecido como governador de uma província chamada Coele-Síria – capital do povo de Israel em tempos remotos.
Herodes liderou a defesa dos ataques de Aristóbulo II. Isto promoveu uma amizade com Marco António e como resultado dessa amizade obteve o seu coroamento em 40 a.C.. Foram precisos mais três anos para que chegasse a Jerusalém e se tornasse pleno soberano na Judeia, em 37 a.C., tendo morrido 33 anos depois. Os dias do seu reinado começaram a contar a partir de 37 a.C., data da conquista de Jerusalém.
Herodes morreu em 4 a.C. e era vivo na altura do nascimento de Jesus e de João Baptista, tal como é manifesto em todos os registos.
Quando Marco António morreu, Herodes mudou a sua estratégia política colocando-se ao lado de Octaviano, o auto-intitulado César Augusto. Foi este o César que decretou o Recenseamento de todo o Império Romano no 3º mês do ano 8 a.C., por forma a melhorar o processo de colecção de impostos e tributos.
Os Judeus sempre ofereceram resistência a este tipo de contagem do povo. (I crónicas 21) Por este motivo, no reino de Herodes, essa contagem sofreu um atraso de 1 ano, sendo protelada até ao 7 aC, com uma enorme intervenção de Hillel (Aliyah) que era o ha-Nasi (presidente do Sanhédrin desde 30 a.C. a 10 d.C.).
Jesus nasceu no ano do recenseamento. José foi a Belém para recensear a sua família, e foi em Belém que Jesus Nasceu. Em Belém o registo da ocorrência do recenseamento do povo ocorre no mês 8º do ano 31 do reinado de Herodes “o grande”, tendo este morrido 2 anos depois em 4 a.C.. Isto coloca o nascimento de Jesus em Agosto de 7 aC.
Segundo o registo do Evangelho segundo São Lucas, Isabel estaria com 6 meses de gestação quando foi visitada por Maria. E Maria já sabia estar grávida o que carecia pelo menos de 1 mês para o efeito. Considerando estes dados, poderíamos dizer que os meninos teriam 5 meses de diferença, o que remeteria o nascimento de João para o segundo mês do mesmo ano – Fevereiro de 7 a.C..
2010-08-16 José Capinha
Veneração por
Igreja Católica, Igreja Ortodoxa Oriental, Igreja Ortodoxa Ocidental, Igreja Anglicana
Festa litúrgica dia 24 de Junho, natividade 29 de Agosto, decapitação
1 – História e Biografia
João Batista (AO 1945: Baptista), também chamado de João, o Batizador (AO 1945: Baptizador) (Judeia, 2 a.C. - 30 d.C.) foi um Pregador Judeu, do início do Século I, citado por inúmeros historiadores, entre os quais estão Flávio Josefo e os autores dos quatro Evangelhos da Bíblia.
Segundo a narração do Evangelho de São Lucas, João Baptista era filho do Sacerdote Zacarias e Isabel (ou Elizabete), prima de Maria, mãe de Jesus. Foi Profeta e considerado pelos Cristãos como o Precursor do prometido Messias, Jesus Cristo. Baptizou muitos Judeus, incluindo Jesus, no Rio Jordão, e introduziu o Baptismo de Gentios nos rituais de conversão Judaicos, que mais tarde foram adoptados pelo Cristianismo.
Índice:
1 - História e Biografia
2 - Infância e Educação
3 - Morte dos Pais e início da Vida Adulta
4 - Influência Religiosa
5 - O Baptismo de Jesus
6 - Prisão e Morte
7 - Importância para a Religião - Cristianismo
8 - Outras Religiões
9 - São João Batista na Umbanda
10 - São João Batista no Islamismo
11 - São João Batista no Espiritismo
12 - Filosofia Religiosa
13 - Cronologia
2 - Infância e Educação
A Virgem Amamentando o Menino e São João Batista Criança em Adoração.
João nasceu numa pequena Aldeia chamada Aim Karim, a cerca de seis quilômetros lineares de distância a oeste de Jerusalém.
Segundo interpretações do Evangelho de Lucas, era um Nazireu de nascimento. Outros documentos defendem que pertencia à facção nazarita da Palestina, integrando-a na puberdade, era considerado, por muitos, um homem consagrado. De acordo com a Cronologia neste artigo, João teria nascido no Ano 7 a.C.; os Historiadores Religiosos tendem a aproximar esta data do ano 1º, apontando-a para 2 a.C..
Como era prática ritual entre os Judeus, o seu pai Zacarias teria procedido à cerimónia da Circuncisão, ao oitavo dia de vida do menino. A sua educação foi grandemente influenciada pelas acções religiosas e pela vida no templo, uma vez que o seu pai era um sacerdote e a sua mãe pertencia a uma sociedade chamada "as filhas de Araão", as quais cumpriam com determinados procedimentos importantes na sociedade religiosa da altura.
Aos 6 anos de idade, de acordo com a educação sistemática judaica, todos os meninos deveriam iniciar a sua aprendizagem "escolar". Em Judá não existia uma escola, pelo que terá sido o seu pai e a sua mãe a ensiná-lo a ler e a escrever, e a instruí-lo nas actividades regulares.
Aos 14 anos há uma mudança no ensino. Os meninos, graduados nas escolas da sinagoga, iniciam um novo ciclo na sua educação. Como não existia uma escola em Judá, os seus pais terão decidido levar João a Engedi (actual Qumram) com o fito de este ser iniciado na educação Nazarita.
João terá efectuado os Votos de Nazarita que incluíam abster-se de bebidas intoxicantes, o deixar o cabelo crescer, e o não tocar nos mortos. As ofertas que faziam parte do ritual foram entregues em frente ao templo de Jerusalém como caracterizava o ritual.
Engedi era a sede ao Sul da Irmandade Nazarita, situava-se perto do Mar Morto e era liderada por um homem, reconhecido, de nome Ebner.
3 - Morte dos Pais e início da Vida Adulta
O pai de João, Zacarias, terá morrido no ano 12 d.C.. João teria 18-19 anos de idade, e terá sido um esforço manter o seu voto de não tocar nos mortos. Com a morte do seu pai, Isabel ficaria dependente de João para o seu sustento. Era normal ser o filho mais velho a sustentar a família com a morte do pai. João seria filho único. Para se poder manter próximo de Engedi e ajudar a sua mãe, eles terão se mudado, de Judá para Hebrom (o deserto da Judeia). Ali João terá iniciado uma vida de pastor, juntando-se às dezenas de grupos Ascetas que deambulavam por aquela região, e que se juntavam amigavelmente e conviviam com os nazaritas de Engedi.
Isabel terá morrido no ano 22 d.C. e foi sepultada em Hebrom. João ofereceu todos os seus bens de família à irmandade nazarita e aliviou-se de todas as responsabilidades sociais, iniciando a sua preparação para aquele que se tornou um “objectivo de vida” - pregar aos gentios e admoestar os judeus, anunciando a proximidade de um “Messias” que estabeleceria o “Reino do Céu”.
De acordo com um Médico da Antioquia, que residia em Písia, de nome Lucas, João terá iniciado o seu trabalho de Pregador no 15º ano do Reinado de Tibério. Lucas foi um Discípulo de Paulo, e morreu em 90. A sua herança escrita, narrada no "Evangelho segundo São Lucas" e "Actos dos Apóstolos" foram compiladas em acordo com os seus apontamentos dos conhecimentos de Paulo e de algumas testemunhas que ele considerou. Este 15º ano do reinado de Tibério César terá marcado, então, o início da pregação pública de João e a sua angariação de discípulos por toda a Judeia em acordo com o Novo Testamento.
Esta data choca com os acontecimentos cronológicos. O Ano 15 do Reinado de Tibério ocorreu no Ano 29 d.C.. Nesta data, quer João Baptista, quer Jesus teriam provavelmente 36 a 37 anos de idade.
Duas possibilidades surgem:
• Lucas errou na datação dos acontecimentos;
• A história falha na colocação sequencial dos eventos.
4 - Influência Religiosa
É perspectiva comum que a principal influência na vida de João terá sido o registos que lhe chegaram sobre o profeta Elias. Mesmo a sua forma de vestir com peles de animais e o seu método de exortação nos seus discursos públicos, demonstravam uma admiração pelos métodos antepassados do Profeta Elias. Foi muitas vezes chamado de “encarnação de Elias” e o Novo Testamento, pelas palavras de Lucas, refere mesmo que existia uma incidência do Espírito de Elias nas acções de João.
O Discurso principal de João era a respeito da vinda do Messias. Grandemente esperado por todos os Judeus, o Messias era a fonte de toda as esperanças deste povo em restaurar a sua dignidade como nação independente. Os Judeus defendiam a ideia da sua nacionalidade ter iniciado com Abraão, e que esta atingiria o seu ponto culminar com achegada do Messias. João advertia os judeus e convertia gentios, e isto tornou-o amado por uns e desprezado por outros.
Importante notar que João não introduziu o baptismo no conceito judaico, este já era uma cerimónia praticada. A inovação de João terá sido a abertura da cerimónia à conversão dos gentios, causando assim muita polémica.
Numa pequena aldeia de nome “Adão” João pregou a respeito “daquele que viria”, do qual não seria digno nem de apertar as alparcas (as correias das sandálias). Nessa aldeia também, João acusou Herodes e repreendeu-o no seu discurso, por este ter uma ligação com a sua cunhada Herodíades, que era mulher de Filipe, rei da Ituréia e Traconites (irmão de Herodes Antipas I). Esta acusação pública chegou aos ouvidos do tetrarca e valeu-lhe a prisão e a pena capital por decapitação alguns meses mais tarde.
5 - O Baptismo de Jesus
Pessoalmente para João, o Baptismo de Jesus terá sido o seu auge experiencial. João terá ficado admirado por Jesus se ter proposto para o baptismo. Esta experiência motivou a sua fé e o seu ministério adiante.
João baptizava em Pela, quando Jesus se aproximou, na margem do Rio Jordão. A síntese Bíblica do acontecimento é resumida, mas denota alguns factores fundamentais no sentimento da experiência de João. Nesta altura João encontrava-se no auge das suas pregações. Teria já entre os 25 e os 30 Discípulos e Baptizava Judeus e Gentios arrependidos. Neste tempo os judeus acreditavam que Deus castigava não só os iníquos, mas as suas gerações descendentes. Eles acreditavam que apenas um judeu poderia ser o culpado do castigo de toda a nação. O baptismo para muitos dos judeus não era o resultado de um arrependimento pessoal. O trabalho de João progredia.
Os relatos Bíblicos contam a história da voz que se ouviu, quando João baptizou Jesus, dizendo “este é o Meu filho amado no qual ponho toda a minha complascência”. Refere que uma Pomba esvoaçou sobre os dois personagens dentro do Rio, e relacionam essa ave com uma manifestação do Espírito Santo. Este acontecimento sem qualquer repetição histórica tem servido por base a imensas Doutrinas Religiosas.
6 - Prisão e Morte
O aprisionamento de João ocorreu na Pereia, a mando do Rei Herodes Antipas I no 6º mês do ano 26 d.C.. Ele foi levado para a fortaleza de Macaeros (Maqueronte), onde foi mantido por dez meses até ao dia de sua morte. O motivo desse aprisionamento apontava para a liderança de uma revolução. Herodias, por intermédio de sua filha, conseguiu coagir o Rei na morte de João, e a sua cabeça foi-lhe entregue numa bandeja de prata e depois foi queimado em uma fogueira numa das festas palacianas de Herodes.
Os discípulos de João trataram do sepultamento do seu corpo e de anunciar a sua morte ao seu primo Jesus.
7 - Importância para a Religião - Cristianismo
Flávio Josefo um Historiador do Século I relacionou a derrota do exercito de Herodes frente a Aretas IV (Rei da Nabateia) se deveria ao facto da prisão e morte de João Baptista – um homem consagrado que pregava a purificação pelo Baptismo.
Flávio Josefo refere também que o povo se reunia em grande número para ouvir João Baptista, e Herodes temeu que João pudesse liderar uma rebelião, mandando-o prender na prisão de Maqueronte e de seguida matou-o.
8 - Outras Religiões
João Baptista é venerado como Messias pelo Mandeísmo. João Baptista é também considerado pelos Muçulmanos como um dos grandes Profetas do Islão.
9 - São João Batista na Umbanda
Na Umbanda, Religião Afro-Brasileira, este Santo é sincretizado como uma das manifestações do Orixá Xangô e é responsável nesta crença, por um Agrupamento de Espíritos que trabalha com a Saúde e o conhecimento, chamada de Linha do Oriente, por congregar além de Médicos e Cientistas, Hindus, Muçulmanos e outros Povos.
10 - São João Batista no Islamismo
São João Batista também é reverenciado pelos Muçulmanos como sendo um dos seus Profetas.
11 - São João Batista no Espiritismo
No Espiritismo, a volta de Elias como João Batista é interpretada como sendo através da Reencarnação; a decapitação de João Batista sendo uma espécie de punição ( comparada ao que outros por outros segmentos de Filosofia Espiritualista chamariam de karma) por ele ter, como Elias, Massacrado os Profetas de Baal.
12 - Filosofia Religiosa
João era um Judeu de educação. Toda a Filosofia Judaica foi-lhe incutida desde criança. No tempo de João Baptista o Povo vivia subjugado à soberania dos chamados Gentios havia quase cem anos. A desilusão nacional levantava inúmeras questões a respeito dos ensinamentos de Moisés, do desocupado trono de David e dos pecados da nação.
Era difícil de explicar na religião daquele povo a razão pela qual o trono de David se encontrava vazio.
A tendência do povo era justificar os acontecimentos adversos com um provável “pecado nacional”, tal como tinha acontecido anteriormente no cativeiro da Babilónia, e outros mais.
Os Judeus acreditavam na previsão de Daniel a respeito do Messias, e consideravam que a chegada desse prometido iniciaria uma nova época – a do Reino do Réu. A pregação de João é fortemente influenciada pela antevisão do "Reino dos Céus". E os ouvintes acreditavam que o esperado Messias estaria para chegar e restaurar a soberania do povo que eles definiam como escolhido, e iniciar uma nova época na Terra: a época de justiça.
A pergunta era quando. A fé de todos defendia que seria ainda naquela geração, e João vinha confirmar o credo. A fama da sua pregação era o facto deste pregador ser tão convicto ao anunciar o Messias para breve. Milhares de pessoas, na sua ânsia pela liberdade acreditavam devotamente em João e nas sua admoestações.
Muitos judeus acreditavam que o Reino dos Céus iria ser governado na terra por Deus em via directa. Outros acreditavam que Deus teria um representante – o Messias, que serviria de intermediário entre Deus e os Homens. Os judeus acreditavam que esse reino seria um reino real, e não um Reino Espiritual como os Cristão mais tarde doutrinaram. Foi esse o motivo da negação de Jesus como o Messias, por parte da maioria do Povo Judeu.
João pregava que o "Reino de Deus" estaria "ao alcance das mãos" e essa pregação reunia em sua volta centenas de pessoas sedentos de palavras que lhes prometessem que o seu jugo estava próximo do fim.
João escolheu o Vau de Betânia para pregar. Este local de passagem era frequentada por inúmeros viajantes que levavam a Mensagem de João a lugares distantes. Isto favoreceu grandemente o espalhar das suas palavras.
Quando ele disse "até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão" ele referia-se à 12 pedras que Josué tinha mandado colocar na passagem do rio, simbolizando as doze tribos, na primeira entrada do povo na Terra Prometida.
João era um pregador heróico. Ele falava ao povo expondo os líderes iníquos e as suas transgressões. Quando o assemelhavam a Elias, era porque este tinha o mesmo aspecto rude e admoestador do seu antecessor. João não queria simpatia. Ele pregava a mudança, chamava "raça de víboras" e com o indicador apontado, tal como Elias o tinha feito anteriormente, e isto o categorizou como Profeta.
João tinha discípulos. Isto significa que ele ensinava. Ele tinha aprendizes com quem dispensava algum tempo em ensinar. Havia interesse nas suas palavras e filosofia nos seus ensinamentos.
13 - Cronologia
Herodes “o Grande” conquistou o lugar de Governador da Galileia em 44 a.C.. Dirigiu uma batalha contra os Hasmoneus que o levaram ao Sanhédrin (Sinédrio) para ser julgado, invocando a pena capital. Hircano II concedeu-lhe a deportação para a Síria, que na altura era uma província romana. Na Síria, e por intermédio da autoridade romana foi estabelecido como governador de uma província chamada Coele-Síria – capital do povo de Israel em tempos remotos.
Herodes liderou a defesa dos ataques de Aristóbulo II. Isto promoveu uma amizade com Marco António e como resultado dessa amizade obteve o seu coroamento em 40 a.C.. Foram precisos mais três anos para que chegasse a Jerusalém e se tornasse pleno soberano na Judeia, em 37 a.C., tendo morrido 33 anos depois. Os dias do seu reinado começaram a contar a partir de 37 a.C., data da conquista de Jerusalém.
Herodes morreu em 4 a.C. e era vivo na altura do nascimento de Jesus e de João Baptista, tal como é manifesto em todos os registos.
Quando Marco António morreu, Herodes mudou a sua estratégia política colocando-se ao lado de Octaviano, o auto-intitulado César Augusto. Foi este o César que decretou o Recenseamento de todo o Império Romano no 3º mês do ano 8 a.C., por forma a melhorar o processo de colecção de impostos e tributos.
Os Judeus sempre ofereceram resistência a este tipo de contagem do povo. (I crónicas 21) Por este motivo, no reino de Herodes, essa contagem sofreu um atraso de 1 ano, sendo protelada até ao 7 aC, com uma enorme intervenção de Hillel (Aliyah) que era o ha-Nasi (presidente do Sanhédrin desde 30 a.C. a 10 d.C.).
Jesus nasceu no ano do recenseamento. José foi a Belém para recensear a sua família, e foi em Belém que Jesus Nasceu. Em Belém o registo da ocorrência do recenseamento do povo ocorre no mês 8º do ano 31 do reinado de Herodes “o grande”, tendo este morrido 2 anos depois em 4 a.C.. Isto coloca o nascimento de Jesus em Agosto de 7 aC.
Segundo o registo do Evangelho segundo São Lucas, Isabel estaria com 6 meses de gestação quando foi visitada por Maria. E Maria já sabia estar grávida o que carecia pelo menos de 1 mês para o efeito. Considerando estes dados, poderíamos dizer que os meninos teriam 5 meses de diferença, o que remeteria o nascimento de João para o segundo mês do mesmo ano – Fevereiro de 7 a.C..
2010-08-16 José Capinha
domingo, 22 de maio de 2011
Segundo S. Malaquias, o número 270, será o último Para e encerrará a sua Santa Missão em Brasília, no Brasil
Comenta-se que o Cristianismo vai acabar.
É importante não confundirmos Cristianismo com Catolicismo.
Ficou registrada nos anais da nossa sociedade a seguinte profecia: Quando a hora chegar e o Crescente invadir a Europa, o papa casar-se-á com um homem que tem nome de mulher.
O Mestre Ramatís, no livro Mensagens do Astral, psicografia de Hercílio Maes, Editora do Conhecimento, comenta que há possibilidade de chineses e certa porcentagem de povos árabes invadirão a Europa, penetrando pelo
Tibete e Manchúria, depois Paris, Roma e Londres.
Por se tratar de um grupo antagônico aos princípios da Igreja Católica e, sobretudo, devido à luta pela sobrevivência, o papa em exercício, na falta de apoio de outras nações, fugirá para o Brasil e irá sediar-se em Brasília.
Há fundamento, portanto, na afirmação de que o papa casar-se-á com um homem (vai fugir para o Brasil - o homem), que tem nome de mulher (vai morar em Brasília - a mulher).
Intuitivamente, deduzimos que o pontífice João Paulo II, Espírito nobre, foi de acordo com o que previu São Malaquias. Observemos que foi o único papa que saiu do Vaticano tentando reaproximar as ovelhas do rebanho do Cristo. Deduz-se também, pelas previsões, que Sua Santidade, João Paulo II, papa de número 269, é também o penúltimo. O próximo, o de número 270, será o último e encerrará a sua santa missão em Brasília, no Brasil.
Os povos, as raças e as nações têm perante o Criador tarefas específicas, visando ao progresso espiritual mais rápido de toda a sociedade planetária. Assim foi que Lemúria, Atlântida, Sodoma, Gomorra, Herculano, Pompéia etc. colaboraram, de acordo com as suas tarefas, para que atingíssemos o atual grau de evolução. Da mesma forma, as religiões, to-das importantes, desempenharam os seus papéis, fornecendo ao homem um roteiro para a sua caminhada rumo à consciência cósmica - Deus.
Conforme sinalizado pelos profetas, teremos mudanças substanciais nas doutrinas religiosas. Especificamente no Cristianismo, teremos a substituição do Cristianismo Social pelo Cristianismo Crístico.
Com a implantação dos Adventos Crísticos no planeta...
Com a sociedade esclarecida quanto às inquestionáveis Leis de Causa e Efeito e da Reencarnação...
Com a mediunidade psíquica aflorando em todos os quadrantes da Terra... As crianças e os jovens fazendo prodígios de toda natureza...
Quando os espíritos desencarnados passarem a conviver naturalmente com os encarnados...
Quando parentes, amigos, conhecidos que se encontram do outro lado da vida advertirem, em voz direta aos encarnados, quanto ao sentido sagrado da vida enquanto existência...
Enfim, quando os líderes desencarnados, representantes dos quatro pilares da sociedade, se apresentarem aos seus familiares e admiradores de maneira mais objetiva, mais directa, o catolicismo e os demais movimentos professantes da mensagem de Jesus ficarão sem energia, sem nutrientes para prover as necessidades espirituais e culturais de seus adeptos. Conseqüentemente, tais movimentos perecerão.
É importante não confundirmos Cristianismo com Catolicismo.
Ficou registrada nos anais da nossa sociedade a seguinte profecia: Quando a hora chegar e o Crescente invadir a Europa, o papa casar-se-á com um homem que tem nome de mulher.
O Mestre Ramatís, no livro Mensagens do Astral, psicografia de Hercílio Maes, Editora do Conhecimento, comenta que há possibilidade de chineses e certa porcentagem de povos árabes invadirão a Europa, penetrando pelo
Tibete e Manchúria, depois Paris, Roma e Londres.
Por se tratar de um grupo antagônico aos princípios da Igreja Católica e, sobretudo, devido à luta pela sobrevivência, o papa em exercício, na falta de apoio de outras nações, fugirá para o Brasil e irá sediar-se em Brasília.
Há fundamento, portanto, na afirmação de que o papa casar-se-á com um homem (vai fugir para o Brasil - o homem), que tem nome de mulher (vai morar em Brasília - a mulher).
Intuitivamente, deduzimos que o pontífice João Paulo II, Espírito nobre, foi de acordo com o que previu São Malaquias. Observemos que foi o único papa que saiu do Vaticano tentando reaproximar as ovelhas do rebanho do Cristo. Deduz-se também, pelas previsões, que Sua Santidade, João Paulo II, papa de número 269, é também o penúltimo. O próximo, o de número 270, será o último e encerrará a sua santa missão em Brasília, no Brasil.
Os povos, as raças e as nações têm perante o Criador tarefas específicas, visando ao progresso espiritual mais rápido de toda a sociedade planetária. Assim foi que Lemúria, Atlântida, Sodoma, Gomorra, Herculano, Pompéia etc. colaboraram, de acordo com as suas tarefas, para que atingíssemos o atual grau de evolução. Da mesma forma, as religiões, to-das importantes, desempenharam os seus papéis, fornecendo ao homem um roteiro para a sua caminhada rumo à consciência cósmica - Deus.
Conforme sinalizado pelos profetas, teremos mudanças substanciais nas doutrinas religiosas. Especificamente no Cristianismo, teremos a substituição do Cristianismo Social pelo Cristianismo Crístico.
Com a implantação dos Adventos Crísticos no planeta...
Com a sociedade esclarecida quanto às inquestionáveis Leis de Causa e Efeito e da Reencarnação...
Com a mediunidade psíquica aflorando em todos os quadrantes da Terra... As crianças e os jovens fazendo prodígios de toda natureza...
Quando os espíritos desencarnados passarem a conviver naturalmente com os encarnados...
Quando parentes, amigos, conhecidos que se encontram do outro lado da vida advertirem, em voz direta aos encarnados, quanto ao sentido sagrado da vida enquanto existência...
Enfim, quando os líderes desencarnados, representantes dos quatro pilares da sociedade, se apresentarem aos seus familiares e admiradores de maneira mais objetiva, mais directa, o catolicismo e os demais movimentos professantes da mensagem de Jesus ficarão sem energia, sem nutrientes para prover as necessidades espirituais e culturais de seus adeptos. Conseqüentemente, tais movimentos perecerão.
terça-feira, 10 de maio de 2011
MARIA COM DEUS
Por: José Capinha
Temas:
1 - Meu Deus!.... Qual o Ser Ascencionado que mais toca as Criaturas.
2 - Senhor!... Ajuda-me a conceber Maria entre nós.
3 - Senhor meu Deus!... Eu imagino Maria na condição de Mãe do Sublime Mestre.
4 - Ah! Meu Deus!... Como é bom imaginar Maria no dia-a-dia da Sua vida...
5 - Deus Pai, Criador de todos os Mundos!... Eu imagino Anjo Gabriel conversando com Ela.
6 - Deus Criador!... Eu imagino o êxtase da Corte Celestial dos Anjos que acompanhavam a descida de Jesus...
7 - Senhor meu Deus!... Eu imagino Maria a fazer uma Prece de gratidão ao Autor da Vida.
8 – Mensagem de Silvestre Porá-Voz das Sagradas Fileiras.
9 - Silvestre descreve o momento em que, Maria, integra uma parte dos Enregelados ao Movimento Adventista.
10 - Agostinho, em nome das Sagradas Fileiras, escreveu:
1 - Meu Deus!.... Qual o Ser Ascencionado que mais toca as Criaturas.
No Universo dos Cristãos, Jesus e Maria são os que mais tocam o coração. Por Maria ter desempenhado a sublime tarefa de ser Mãe do Vosso Amado Filho — o Nazareno Mestre —, eu imagino o carinho das Criaturas por Ela.
Uma vez que a concebem como a mulher que representa o lado feminino, com a sua sensibilidade a sua suavidade da presença de Maria?
Filho!... Graduar-te ao patamar da Misericórdia para ver os teus semelhantes com os olhos dos bem-aventurados, ouvi-los com ouvidos das pessoas plenas e falar com a voz que identifica pureza de sentimentos, é conduta de quem pretende sentir Maria — a brisa da cordialidade.
Para registrar através dos Sentidos Físicos a presença de tão iluminado Ser, procura Despertar os Atributos de Deus que existem em ti, e sentirás surgir do teu âmago o Espírito da docilidade, da ternura e da benevolência, com o qual, por ressonância, entrarás em contato com a freqüência Daquela que aspiras senti-La.
Nesse santo momento, a fim de te manteres projetado na Esfera dos Amadores à qual a Mãe Peregrina pertence, vislumbra Maria envolta num arco de luz branca com fundo azul suave.
Naquele ambiente imaculado e perfumado com a doçura do lírio e com a fragrância do jasmim, imagine-se inebriado com as essências do excelso ambiente, tão próprio para os Espíritos Ascensionados.
Sentir-te-ás balsamizado pelo magnetismo Daquela que maternalmente te espreita ao peito e com a voz do acalanto, te dirá solenemente: para sentir-Me, basta Amar...
Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.
2 - Senhor!... Ajuda-me a conceber Maria entre nós.
Nós não fomos educados de forma que os Santos Espíritos convivessem connosco.
Os seres Ascensionados foram cultuados por nós à distância, estando eles nos Céus e nós da Terra. Ajuda-me a conceber Maria entre nós. É possível?
O tempo já consumiu a ignorância daqueles que pregaram a Onipresença do seu Criador e, no entanto, O conceberam distante de si, de tudo e de todos.
Não permaneças algemado às concepções daqueles que insistem em negar o eterno vir-a-ser, e continuam com os seus conceitos escravizantes e desprovidas da veracidade.
Os Espíritos Evoluídos, Angelicais e Arquiangélicos, fazem parte do Cotidiano da Humanidade.
E Maria é o Espírito da Emoção Crística a luarizar os conflitos humanos terrenos.
Portanto, abre o teu Coração, Manifesta o teu Amor pela Vida e estarás embebido na Essência do Sagrado Coração de Maria.
3 - Senhor meu Deus!... Eu imagino Maria na condição de Mãe do Sublime Mestre.
Eu imagino Maria naquele sublime reencarne, na condição de Mãe do Sublime Mestre.
Aquela jovem de elevadíssima sensibilidade psíquica e raríssima beleza humana.
Alma Plena, de quilate Superior interagindo Contigo, Pai de Eterno Amor, para alimentar-se da Seiva da Vida que Sois e manter-se em condições para abrigar no seu Sagrado Ventre o Vosso Amado Filho.
Vejo-me, nessa divagação, acompanhando Maria, a mulher carinhosa, de fala mansa e timbre da ternura, com a humildade dos Anjos, a meiguice da Maternidade, o sorriso dos Serafins, a brandura dos Querubins, o fulgor e o dinamismo dos Espíritos Convictos da Vossa Onisciência, Onipresença e Onipotência. Transporto-me, nas asas da imaginação, para encontrá-La em júbilo, conversando com o Arcanjo Gabriel de quem recebia instruções, anunciando a Sua Predestinação.
Lá estava Maria vivendo num Oceano de Luzes, de paisagens edênicas, e, embora com os Pés sobre a Terra, a Sua Mente divagava pelos confins do Universo procurando vislumbrar no Plano dos Anjos, Aquele que fora anunciado que seria o Seu amado filho, a Luz do Mundo..., o Sal da Terra.
4 - Ah! Meu Deus!... Como é bom imaginar Maria no dia-a-dia da Sua vida...
Imaginar o Seu Sorriso Angélico a abrandar os corações daqueles que, embora carentes de Deus, eram Plenos de Fé, e que se permitiam serem envolvidos por Ela, a motivar-lhes a vida notificando que era chegada a hora do Planeta receber o filho muito amado do Cristo Planetário, o Arauto da Divindade na Terra...
Aquele que conclamaria os Homens a procurarem em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça, pois o mais lhes seria dado por acréscimo.
Naquelas introspecções de Maria, vejo a excelsa presença de Jesus em ligação fluídica a transmitir-Lhe vibrações de refazimento, de estímulo à Vida Plena, de gratidão, de Emoções Crísticas oriundas do Seu Divino Plano, de carinho e ternura por Aquela que seria o casulo Sagrado, através do qual chegaria à nossa dimensão para anunciar o Vosso Reino.
5 - Deus Pai, Criador de todos os Mundos!... Eu imagino Anjo Gabriel conversando com Ela.
Imagino-me vendo o semblante da jovem predestinada, com a presença do Anjo Gabriel conversando com Ela de maneira bem amistosa, bem natural, de forma que Maria, mesmo dentro da esfera áurica da iridescência Arquiangélica de Gabriel, se sentisse à vontade, sem temores quanto à presença Daqueles que pertenciam a outras dimensões.
Após esses colóquios com Gabriel, em momentos de saudade, lá estava Maria dedilhando uma cítara e cantando hinos de louvor ao Criador...
Hinos de louvor à vida...
E os Céus respondendo às Suas Manifestações de Fé, pontilhavam o ambiente de luzes que pareciam Arco-Íris em movimentos sincronizados. Naquele ambiente de rara beleza, rendilhado com encantadoras refulgências de luzes as mais variadas, os Anjos do Senhor da Vida magnetizavam Aquela que abrigaria no seu seio o Anjo Orientador da Humanidade Terrena.
6 - Deus Criador!... Eu imagino o êxtase da Corte Celestial dos Anjos que acompanhavam a descida de Jesus...
Quando os Anjos que acompanhavam o descenso vibratório de Jesus durante mais de Mil Anos terrenos, viram-No dando os primeiros sinais de que havia atingido a Dimensão do Corpo Material...
Eu imagino o êxtase da Corte Celestial dos Anjos que acompanhavam a descida de Jesus...
Imagino todos aqueles Espíritos de joelhos agradecendo a Vós, Supremo Deus, Senhor da Vida!...
Agradecendo pelo sucesso após Séculos e Séculos de trabalho técnico para propiciar o encaixe do Divino Sol num diminuto e frágil Corpo Biológico.
Senhor!...
E Maria!...
E Maria segurando pela primeira vez o corpinho do Seu filho Angelical!...
E Maria levando-O ao seu peito e afagando-O entre os Seus braços!...
E Maria vibrando em júbilo pelo sucesso de todos que participaram do maior evento de todas as épocas, no Planeta Terra!...
E Maria!... Deus de Infinito Amor!...
E Maria em contato físico com o sublime Anjo dos seus sonhos, Aquela Pérola Preciosa que emitia luzes policromáticas de encantadora beleza e que despertava em todos as mais Crísticas Emoções Espirituais.
Que Emoção, meu Deus!...
Que Emoção teve a Santíssima Mãe!...
Que Emoção sentiu a jovem Maria, naqueles instantes que se perpetuaram para a Eternidade!...
7 - Senhor meu Deus!... Eu imagino Maria a fazer uma Prece de gratidão ao Autor da Vida.
Após a dócil Maria sair daquele torpor de bênçãos, eu imagino vendo-A recolhida, enternecida, de joelhos sobre a Mãe Terra, perto do berço do Menino Jesus, com o semblante da meiguice que Lhe era tão próprio, com o sorriso angélico que possuía, fazendo uma Prece de Gratidão ao Autor da Vida, rendendo graças a Vós, meu Deus, meu Criador!
Maria, tomada por excelsa emoção, sentindo a doce sensação de paz e júbilo, respirando dentro da esfera áurica refulgente do berço, escutando as melodias dos Anjos da música, vendo em redor da Sua casa os animais curiosos espiando pelos buracos das paredes o que estava acontecendo naquele Ambiente Sagrado e festivo...
Eu imagino Maria arrebatada em Emoções Crísticas, Orando... Orando e daqueles olhos voltados para os Céus, saindo lágrimas do êxtase Divino... Lágrimas do júbilo... Lágrimas de Gratidão à Causalidade Absoluta que Sois, meu Deus de Amor e Justiça.
Eu imagino Maria dizendo assim:
Meu Deus!...
Senhor da Terra e dos Céus!...
Uma vez escolhida para, na condição de mulher, dá a Luz ao Arauto da Divindade...
Rogo humildemente a Vossa bênção para o meu Amado Filho.
Auxilia-me no despertar do amor que Sois em mim, a fim de que eu possa amparar aqueles carentes de Amor, carentes da Vossa presença em seus corações...
Ampara-me, Deus Pai, nessa sacrossanta Tarefa da Maternidade...
Ajuda-me a Servir de Canal através do qual Vossa presença acione nas Criaturas o Amor, e elas reconheçam que, amando, estará estimulando a Vida, buscando a Plenitude...
Que eu possa exemplificar pela vivência, que somos todos carentes do Vosso Amor...
Que a Minha Vida, seja a expressão do Amor como resultante da Emoção Crística...
Que todos, com a presença do Vosso Amado Filho aqui na Terra, se motivem para a Vida e viva a Plenitude do Amor.
Meu Deus!... Imagino Maria dizendo ainda...
Salutar é a Aurora arvorada na fidelidade do consagrado filho em louvor do Pai...
Recomponho perante Sua Glória o que glorificado por Ele é...
Glorifico-me na Glória Dele, para que glorificados todos sejamos.
Senhor!... Embora não tendo como medir a Grandeza-Luz de Maria, a Rainha da Humanidade terrena, ao refletir quanto ao descrito pelos meus Superiores do Plano Luz, sacio-me, imaginando o bem-estar que a Sua presença causa, até mesmo aos Espíritos Ascensionados.
8 – Mensagem de Silvestre Porá-Voz das Sagradas Fileiras.
Silvestre, num desses inusitados instantes que ele e os seus companheiros integrantes das Sagradas Fileiras sentiram, escreveu:
Caríssimos,
Que o enlevo desta auspiciosa hora não se perca no vazio das emoções fugidias e eventuais.
Impossível sufocar a superior emoção que nos invade a todos nesta Assembléia de Luz, ante o inusitado brilho da presença Dela, a Patronesse do Amor e da Piedade; do Sacrifício e da Renúncia; da Sublimada Fé, aliada à Bonança da Caridade.
Por tudo que neste excelso momento se faz testemunho da Glória, desde a rocha maciça até o diminuto grão de areia, posto que igualmente rocha, em estado humílimo, almejamos fazer calar fundo em todos os de boa-vontade nossas eternas graças, ao ensejo de tão ditoso patrocínio.
Apoiamo-nos, jubilosos, em Seu maternal desvelo, entre respeitosos e extasiados, por distinguidos que somos,
Nós Outros e os fervorosos presentes ao ofício desta aurora em nome Dele, o Nazareno Mestre, pois que já nos é possível rastrear a luminosidade abrangente que se expande bem além deste reduto em suave alcance às circunvizinhanças.
Louvado seja o Pai que nos permitiu tal promoção; brinda-nos com sua eloqüência em tão belo auspício, mesmo que fortuita presença, o companheiro de tantas lidas e alguns descaminhos .
Dizemos-te, por assim ser:
Louvado sejas tu, Agostinho, por honra e glória Dele, o Nazareno Mestre, que, generoso, as estende a ti e aos demais .
9 - Silvestre descreve o momento em que, Maria, integra uma parte dos Enregelados ao Movimento Adventista.
O júbilo vivido pelos integrantes das Sagradas Fileiras é uma constante. Na mensagem que se segue, Silvestre descreve o momento em que, Maria, a Patronesse dos Adventos Crísticos, integra uma parte dos Enregelados ao Movimento Adventista.
O momento foi esplendorosamente Crístico, pois que o êxtase divino tomou conta de todos, encarnados e desencarnados, com a Divina Presença.
...No esplendor desta hora, Johannes vibra na mais pura Essência filial, projetando na bela ambiência o ditoso cenário, posto que configurada se faz aqui, ali, lá, acolá, algures , a Radiosidade FRANCIS, qual macio coxim a servir de repouso à Sagrada Madona...
E, quando me refiro a macio coxim, quero expressar solenemente a figuração mental da suave Mãe amparada pelos filhos (encarnados e desencarnados) que Lhe oferecem o melhor assento à cabeceira da mesa, cuidando para que Se sinta confortável ao iniciar das tarefas cotidianas e naturais...
Então, já instalada e refeita das superiores emoções quase humanas, por certo, emite Ela um sutilíssimo sinal, ao sabor do qual se dispersa o cortejo de viajores, espargindo os adocicados aromas entre os atenciosos ouvintes, fiéis ou não, tão bem postados ao longo do singelo Templo ...
Aleluia!... Ela está entre nós outros e vós outros igualmente... (Proclama de saudável emoção, na descrição de Patricius ...).
Caríssimo asseguro-te que, no vislumbre desta indescritível claridade, curvamo-nos todos desta Superior Assembléia que, pela primeira vez, presencia a excelsitude do ato presidido pela Patronesse, cujo significado ultrapassa nossa capacidade de sintetizar e descrever.
Todavia, houvemos por bem buscar a tentativa de pelo menos relatar:
— Resplandece a destra angelical pousando sobre as cabeças dos libertos, conscientes e louvados, não mais reprimidos ou contidos enregelados...
É a Divina premiação, concebida, conseguida e meritória, pois acolhidos e reconhecidos são em seus esforços, individualmente, no afã de reconhecer para renovar e por fim deslanchar.
Faz-se assim, por méritos próprios, a primeira legião plano a plano de enregelados emancipados e postulantes às Sacratíssimas Fileiras de missionários adventistas, obedecendo-se, naturalmente, aos necessários, quiçá imprescindíveis, estágios reformadores... Impossível subverter a ordem...
Se mais não te pudesse dizer ou repassar, bastar-me-ia e a ti a certeza de que, amparados no júbilo do teu Velho e Dileto Mestre, acercando o dulcíssimo Wong, postamo-nos todos para recebê-Lo, pois que Dele, o Galileu, é a sublimada hora de também se tornar preceptor destes especialíssimos neófitos, no Plano Luz, em circunstante e perfeita harmonia no limiar da labuta, concreta e complexa, de enfileirados tarefeiros do primeiro estágio reformador ...
Se o simbolismo da permissa se fez concessão o passe para novos e parcimoniosos vôos, então bendito seja o iluminado Nicanor , posto que à sua santíssima responsabilidade ou égide estarão os crísticos-aspirantes, antes os chamados enregelados Seareiros, que ansiavam firmar, para confirmar a existência demorada, tardia, mas não inerte, da imensurável Força Superior, individual e intransferível...
A cargo do iluminado Ser ficarão, encarnados e desencarnados, que conhecem, mas carecem, ainda, do despertar das interações interior e indefinível na caracterização de cada uma das concorrentes , à mercê de cada indivíduo...
Se não podemos garantir o êxito, pois tais fatores dependem diretamente da auto-condução, também não nos cabe dificultar a ação dos de boa-vontade, visando despertá-La (a Força Superior).
Mister se faz, acima de qualquer fenômeno, função ou ação conseqüente, a certeira introdução das Três Perdizes do Consentimento Divino, igualmente a cargo do meritório detentor dos Adventos para a Terra, na incessante busca do despertar da Divina Força, no âmago dos terrenos .
10 - Senhor!... Agostinho, em nome das Sagradas Fileiras, escreveu:
...Naqueles idos de triste memória, mas alçados no vôo eterno da sublime iniciação, vicejava em Seu minúsculo reino (lar) a plácida mulher que um dia se faria consagrar, pelos próprios atributos, a Sacratíssima Mãe dos terrenos, cristãos ou não...
Voltemos então ao tosco ambiente onde Ela, a doce Myriam, recatada e consciente de suas limitações como mulher na autoritária e patriarcal sociedade dos descendentes de Abrahão, em que o inocente olhar pousado sobre o Sagrado Registro (Leis Mosaicas) era considerado grave ofensa a Deus se tal ocorresse a uma frágil e desprezível mulher.
Assim concluía-se em tão insidiosos e nefastos tempos:
— A mulher, marcada pela impureza do pecado original, não é digna de ver ou tocar objetos, mesmo que materiais, pertencentes ao Deus de Abrahão...
Foi então que, condicionada a tais tacanhos conceitos, fez-se Ela mulher e mãe do Divino Mestre...
Um dia, quando seu glorioso Rabi, não mais Seu filho, pois que não se sentia Ela digna do Excelso Predestinado, adentrou ao singelo reduto, a suave morada dos jovens anos, exclamou a mulher entre surpresa, aflita e radiosa de amor materno:
“Meu Rabi, sinto-me impura e indigna de tocar as Vossas vestes, pois que não vos sou mais a simplória mãe, apenas desgastada criatura e mulher obscura...
Projetando o seu olhar profundo de superior condição sobre a venerável matriarca, mansamente falou:
Levantai mãe ardorosa dos preceitos do Eterno Pai, e precursora da libertação feita mulher, instrumento de divino alcance, sobreposta em grandeza aos homens desse universo acanhado pelo sublime alvitre de gestar os da mesma espécie.
Louvada Sejas obra maior do Deo-Criar, em respeitoso amor...”
A partir deste indescritível momento, que sabia Ele carecia vivenciamento a dois (mãe e filho), fez-se, em verdade, a eterna aliança...
Bendita a Patronesse da humanidade refletida em grau-lux, embora presença única e constante, quase matéria, na conformação das Sagradas Fileiras, a serviço dos Adventos Crísticos.
Bendita a Mulher-Mãe-Cordis desta insólita Aurora.
Caríssimo , não há mistério na sutileza dos fatos narrados, posto que a alma humílima da mulher-mãe-servil-sublimada permanece incólume através dos séculos, o que A torna mais consciente e caridosa ao redor dos de boa-vontade, auxiliando nas tarefas do comando e dos comandados na perspectiva de êxito pleno por parte de humanos encarnados e desencarnados...
O natural, porém infundado, aturdir de alguns ante o espantoso acontecimento de Sua presença entre os terrenos em condições tão especiais não deve ser maior e mais preocupante que tantas outras ocorrências passadas...
O que ansiosamente se aguarda é que, gradativamente, caia por terra o que até então se tomava por mistério dogmático ou coisa impossível, para não dizer inatingível ou imponderável...
Asseguro-te que não há mais tempo para as persistentes dúvidas, geradas muitas vezes pela pequenez do pensamento humano encarnado e que, por incrustação resquicial, são projetadas impune em sucessivas existências, na desditosa promoção dos enregelados...
Se a milenar reflexão propiciou-te o arregimentar de todas as condicionantes forças de interação Cristo-Pai / Cristo-filhos ou homens em espécie, então é possível afirmar:
De há muito deténs a Força Superior, já que meritório detentor também és, dos Adventos do Cristo-Pai, legados à humanidade por seu Dileto Filho, porém não único...
Reflete mais e mais sobre o iluminado Nicanor, pois que tua essência apreende Seus Princípios Missionários nesta Aurora ...
Se a Graça do Pai nos propiciou este instante, curvamo-nos também em louvores à vibrante, à rutilante Presença1 que, ao teu lado, se faz quase real...
Senhor!... Consumimos alguns séculos para reconhecermos a grandeza-luz de Maria, a Santíssima Mãe do Mestre Jesus, já que Ela, a princípio, não foi inscrita nos cânones do Cristianismo.
Silvestre escreveu:
“Caríssimo, Que seja proclamada hoje a excelsitude Dela, a Divina Mãe, posto que em seu tempo foi Ela deplorada e renegada como a mulher que gerou o igualmente renegado, por suposto que foi, o traidor do Povo Judeu, por ele “povo” votado e condenado à imolação no Sagrado Madeiro, tido à época como a Cruz Infamante no dizer do infeliz aglomerado que tomou a si o ignóbil direito de apontar com escárnio e ferir com impropérios, muito mais que dardos envenenados.”
Texto extraído do Livro A arte de Interpretar a Vida
de Adolfo Marques dos Santos
2010-06-13 José Capinha
Temas:
1 - Meu Deus!.... Qual o Ser Ascencionado que mais toca as Criaturas.
2 - Senhor!... Ajuda-me a conceber Maria entre nós.
3 - Senhor meu Deus!... Eu imagino Maria na condição de Mãe do Sublime Mestre.
4 - Ah! Meu Deus!... Como é bom imaginar Maria no dia-a-dia da Sua vida...
5 - Deus Pai, Criador de todos os Mundos!... Eu imagino Anjo Gabriel conversando com Ela.
6 - Deus Criador!... Eu imagino o êxtase da Corte Celestial dos Anjos que acompanhavam a descida de Jesus...
7 - Senhor meu Deus!... Eu imagino Maria a fazer uma Prece de gratidão ao Autor da Vida.
8 – Mensagem de Silvestre Porá-Voz das Sagradas Fileiras.
9 - Silvestre descreve o momento em que, Maria, integra uma parte dos Enregelados ao Movimento Adventista.
10 - Agostinho, em nome das Sagradas Fileiras, escreveu:
1 - Meu Deus!.... Qual o Ser Ascencionado que mais toca as Criaturas.
No Universo dos Cristãos, Jesus e Maria são os que mais tocam o coração. Por Maria ter desempenhado a sublime tarefa de ser Mãe do Vosso Amado Filho — o Nazareno Mestre —, eu imagino o carinho das Criaturas por Ela.
Uma vez que a concebem como a mulher que representa o lado feminino, com a sua sensibilidade a sua suavidade da presença de Maria?
Filho!... Graduar-te ao patamar da Misericórdia para ver os teus semelhantes com os olhos dos bem-aventurados, ouvi-los com ouvidos das pessoas plenas e falar com a voz que identifica pureza de sentimentos, é conduta de quem pretende sentir Maria — a brisa da cordialidade.
Para registrar através dos Sentidos Físicos a presença de tão iluminado Ser, procura Despertar os Atributos de Deus que existem em ti, e sentirás surgir do teu âmago o Espírito da docilidade, da ternura e da benevolência, com o qual, por ressonância, entrarás em contato com a freqüência Daquela que aspiras senti-La.
Nesse santo momento, a fim de te manteres projetado na Esfera dos Amadores à qual a Mãe Peregrina pertence, vislumbra Maria envolta num arco de luz branca com fundo azul suave.
Naquele ambiente imaculado e perfumado com a doçura do lírio e com a fragrância do jasmim, imagine-se inebriado com as essências do excelso ambiente, tão próprio para os Espíritos Ascensionados.
Sentir-te-ás balsamizado pelo magnetismo Daquela que maternalmente te espreita ao peito e com a voz do acalanto, te dirá solenemente: para sentir-Me, basta Amar...
Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.
2 - Senhor!... Ajuda-me a conceber Maria entre nós.
Nós não fomos educados de forma que os Santos Espíritos convivessem connosco.
Os seres Ascensionados foram cultuados por nós à distância, estando eles nos Céus e nós da Terra. Ajuda-me a conceber Maria entre nós. É possível?
O tempo já consumiu a ignorância daqueles que pregaram a Onipresença do seu Criador e, no entanto, O conceberam distante de si, de tudo e de todos.
Não permaneças algemado às concepções daqueles que insistem em negar o eterno vir-a-ser, e continuam com os seus conceitos escravizantes e desprovidas da veracidade.
Os Espíritos Evoluídos, Angelicais e Arquiangélicos, fazem parte do Cotidiano da Humanidade.
E Maria é o Espírito da Emoção Crística a luarizar os conflitos humanos terrenos.
Portanto, abre o teu Coração, Manifesta o teu Amor pela Vida e estarás embebido na Essência do Sagrado Coração de Maria.
3 - Senhor meu Deus!... Eu imagino Maria na condição de Mãe do Sublime Mestre.
Eu imagino Maria naquele sublime reencarne, na condição de Mãe do Sublime Mestre.
Aquela jovem de elevadíssima sensibilidade psíquica e raríssima beleza humana.
Alma Plena, de quilate Superior interagindo Contigo, Pai de Eterno Amor, para alimentar-se da Seiva da Vida que Sois e manter-se em condições para abrigar no seu Sagrado Ventre o Vosso Amado Filho.
Vejo-me, nessa divagação, acompanhando Maria, a mulher carinhosa, de fala mansa e timbre da ternura, com a humildade dos Anjos, a meiguice da Maternidade, o sorriso dos Serafins, a brandura dos Querubins, o fulgor e o dinamismo dos Espíritos Convictos da Vossa Onisciência, Onipresença e Onipotência. Transporto-me, nas asas da imaginação, para encontrá-La em júbilo, conversando com o Arcanjo Gabriel de quem recebia instruções, anunciando a Sua Predestinação.
Lá estava Maria vivendo num Oceano de Luzes, de paisagens edênicas, e, embora com os Pés sobre a Terra, a Sua Mente divagava pelos confins do Universo procurando vislumbrar no Plano dos Anjos, Aquele que fora anunciado que seria o Seu amado filho, a Luz do Mundo..., o Sal da Terra.
4 - Ah! Meu Deus!... Como é bom imaginar Maria no dia-a-dia da Sua vida...
Imaginar o Seu Sorriso Angélico a abrandar os corações daqueles que, embora carentes de Deus, eram Plenos de Fé, e que se permitiam serem envolvidos por Ela, a motivar-lhes a vida notificando que era chegada a hora do Planeta receber o filho muito amado do Cristo Planetário, o Arauto da Divindade na Terra...
Aquele que conclamaria os Homens a procurarem em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça, pois o mais lhes seria dado por acréscimo.
Naquelas introspecções de Maria, vejo a excelsa presença de Jesus em ligação fluídica a transmitir-Lhe vibrações de refazimento, de estímulo à Vida Plena, de gratidão, de Emoções Crísticas oriundas do Seu Divino Plano, de carinho e ternura por Aquela que seria o casulo Sagrado, através do qual chegaria à nossa dimensão para anunciar o Vosso Reino.
5 - Deus Pai, Criador de todos os Mundos!... Eu imagino Anjo Gabriel conversando com Ela.
Imagino-me vendo o semblante da jovem predestinada, com a presença do Anjo Gabriel conversando com Ela de maneira bem amistosa, bem natural, de forma que Maria, mesmo dentro da esfera áurica da iridescência Arquiangélica de Gabriel, se sentisse à vontade, sem temores quanto à presença Daqueles que pertenciam a outras dimensões.
Após esses colóquios com Gabriel, em momentos de saudade, lá estava Maria dedilhando uma cítara e cantando hinos de louvor ao Criador...
Hinos de louvor à vida...
E os Céus respondendo às Suas Manifestações de Fé, pontilhavam o ambiente de luzes que pareciam Arco-Íris em movimentos sincronizados. Naquele ambiente de rara beleza, rendilhado com encantadoras refulgências de luzes as mais variadas, os Anjos do Senhor da Vida magnetizavam Aquela que abrigaria no seu seio o Anjo Orientador da Humanidade Terrena.
6 - Deus Criador!... Eu imagino o êxtase da Corte Celestial dos Anjos que acompanhavam a descida de Jesus...
Quando os Anjos que acompanhavam o descenso vibratório de Jesus durante mais de Mil Anos terrenos, viram-No dando os primeiros sinais de que havia atingido a Dimensão do Corpo Material...
Eu imagino o êxtase da Corte Celestial dos Anjos que acompanhavam a descida de Jesus...
Imagino todos aqueles Espíritos de joelhos agradecendo a Vós, Supremo Deus, Senhor da Vida!...
Agradecendo pelo sucesso após Séculos e Séculos de trabalho técnico para propiciar o encaixe do Divino Sol num diminuto e frágil Corpo Biológico.
Senhor!...
E Maria!...
E Maria segurando pela primeira vez o corpinho do Seu filho Angelical!...
E Maria levando-O ao seu peito e afagando-O entre os Seus braços!...
E Maria vibrando em júbilo pelo sucesso de todos que participaram do maior evento de todas as épocas, no Planeta Terra!...
E Maria!... Deus de Infinito Amor!...
E Maria em contato físico com o sublime Anjo dos seus sonhos, Aquela Pérola Preciosa que emitia luzes policromáticas de encantadora beleza e que despertava em todos as mais Crísticas Emoções Espirituais.
Que Emoção, meu Deus!...
Que Emoção teve a Santíssima Mãe!...
Que Emoção sentiu a jovem Maria, naqueles instantes que se perpetuaram para a Eternidade!...
7 - Senhor meu Deus!... Eu imagino Maria a fazer uma Prece de gratidão ao Autor da Vida.
Após a dócil Maria sair daquele torpor de bênçãos, eu imagino vendo-A recolhida, enternecida, de joelhos sobre a Mãe Terra, perto do berço do Menino Jesus, com o semblante da meiguice que Lhe era tão próprio, com o sorriso angélico que possuía, fazendo uma Prece de Gratidão ao Autor da Vida, rendendo graças a Vós, meu Deus, meu Criador!
Maria, tomada por excelsa emoção, sentindo a doce sensação de paz e júbilo, respirando dentro da esfera áurica refulgente do berço, escutando as melodias dos Anjos da música, vendo em redor da Sua casa os animais curiosos espiando pelos buracos das paredes o que estava acontecendo naquele Ambiente Sagrado e festivo...
Eu imagino Maria arrebatada em Emoções Crísticas, Orando... Orando e daqueles olhos voltados para os Céus, saindo lágrimas do êxtase Divino... Lágrimas do júbilo... Lágrimas de Gratidão à Causalidade Absoluta que Sois, meu Deus de Amor e Justiça.
Eu imagino Maria dizendo assim:
Meu Deus!...
Senhor da Terra e dos Céus!...
Uma vez escolhida para, na condição de mulher, dá a Luz ao Arauto da Divindade...
Rogo humildemente a Vossa bênção para o meu Amado Filho.
Auxilia-me no despertar do amor que Sois em mim, a fim de que eu possa amparar aqueles carentes de Amor, carentes da Vossa presença em seus corações...
Ampara-me, Deus Pai, nessa sacrossanta Tarefa da Maternidade...
Ajuda-me a Servir de Canal através do qual Vossa presença acione nas Criaturas o Amor, e elas reconheçam que, amando, estará estimulando a Vida, buscando a Plenitude...
Que eu possa exemplificar pela vivência, que somos todos carentes do Vosso Amor...
Que a Minha Vida, seja a expressão do Amor como resultante da Emoção Crística...
Que todos, com a presença do Vosso Amado Filho aqui na Terra, se motivem para a Vida e viva a Plenitude do Amor.
Meu Deus!... Imagino Maria dizendo ainda...
Salutar é a Aurora arvorada na fidelidade do consagrado filho em louvor do Pai...
Recomponho perante Sua Glória o que glorificado por Ele é...
Glorifico-me na Glória Dele, para que glorificados todos sejamos.
Senhor!... Embora não tendo como medir a Grandeza-Luz de Maria, a Rainha da Humanidade terrena, ao refletir quanto ao descrito pelos meus Superiores do Plano Luz, sacio-me, imaginando o bem-estar que a Sua presença causa, até mesmo aos Espíritos Ascensionados.
8 – Mensagem de Silvestre Porá-Voz das Sagradas Fileiras.
Silvestre, num desses inusitados instantes que ele e os seus companheiros integrantes das Sagradas Fileiras sentiram, escreveu:
Caríssimos,
Que o enlevo desta auspiciosa hora não se perca no vazio das emoções fugidias e eventuais.
Impossível sufocar a superior emoção que nos invade a todos nesta Assembléia de Luz, ante o inusitado brilho da presença Dela, a Patronesse do Amor e da Piedade; do Sacrifício e da Renúncia; da Sublimada Fé, aliada à Bonança da Caridade.
Por tudo que neste excelso momento se faz testemunho da Glória, desde a rocha maciça até o diminuto grão de areia, posto que igualmente rocha, em estado humílimo, almejamos fazer calar fundo em todos os de boa-vontade nossas eternas graças, ao ensejo de tão ditoso patrocínio.
Apoiamo-nos, jubilosos, em Seu maternal desvelo, entre respeitosos e extasiados, por distinguidos que somos,
Nós Outros e os fervorosos presentes ao ofício desta aurora em nome Dele, o Nazareno Mestre, pois que já nos é possível rastrear a luminosidade abrangente que se expande bem além deste reduto em suave alcance às circunvizinhanças.
Louvado seja o Pai que nos permitiu tal promoção; brinda-nos com sua eloqüência em tão belo auspício, mesmo que fortuita presença, o companheiro de tantas lidas e alguns descaminhos .
Dizemos-te, por assim ser:
Louvado sejas tu, Agostinho, por honra e glória Dele, o Nazareno Mestre, que, generoso, as estende a ti e aos demais .
9 - Silvestre descreve o momento em que, Maria, integra uma parte dos Enregelados ao Movimento Adventista.
O júbilo vivido pelos integrantes das Sagradas Fileiras é uma constante. Na mensagem que se segue, Silvestre descreve o momento em que, Maria, a Patronesse dos Adventos Crísticos, integra uma parte dos Enregelados ao Movimento Adventista.
O momento foi esplendorosamente Crístico, pois que o êxtase divino tomou conta de todos, encarnados e desencarnados, com a Divina Presença.
...No esplendor desta hora, Johannes vibra na mais pura Essência filial, projetando na bela ambiência o ditoso cenário, posto que configurada se faz aqui, ali, lá, acolá, algures , a Radiosidade FRANCIS, qual macio coxim a servir de repouso à Sagrada Madona...
E, quando me refiro a macio coxim, quero expressar solenemente a figuração mental da suave Mãe amparada pelos filhos (encarnados e desencarnados) que Lhe oferecem o melhor assento à cabeceira da mesa, cuidando para que Se sinta confortável ao iniciar das tarefas cotidianas e naturais...
Então, já instalada e refeita das superiores emoções quase humanas, por certo, emite Ela um sutilíssimo sinal, ao sabor do qual se dispersa o cortejo de viajores, espargindo os adocicados aromas entre os atenciosos ouvintes, fiéis ou não, tão bem postados ao longo do singelo Templo ...
Aleluia!... Ela está entre nós outros e vós outros igualmente... (Proclama de saudável emoção, na descrição de Patricius ...).
Caríssimo asseguro-te que, no vislumbre desta indescritível claridade, curvamo-nos todos desta Superior Assembléia que, pela primeira vez, presencia a excelsitude do ato presidido pela Patronesse, cujo significado ultrapassa nossa capacidade de sintetizar e descrever.
Todavia, houvemos por bem buscar a tentativa de pelo menos relatar:
— Resplandece a destra angelical pousando sobre as cabeças dos libertos, conscientes e louvados, não mais reprimidos ou contidos enregelados...
É a Divina premiação, concebida, conseguida e meritória, pois acolhidos e reconhecidos são em seus esforços, individualmente, no afã de reconhecer para renovar e por fim deslanchar.
Faz-se assim, por méritos próprios, a primeira legião plano a plano de enregelados emancipados e postulantes às Sacratíssimas Fileiras de missionários adventistas, obedecendo-se, naturalmente, aos necessários, quiçá imprescindíveis, estágios reformadores... Impossível subverter a ordem...
Se mais não te pudesse dizer ou repassar, bastar-me-ia e a ti a certeza de que, amparados no júbilo do teu Velho e Dileto Mestre, acercando o dulcíssimo Wong, postamo-nos todos para recebê-Lo, pois que Dele, o Galileu, é a sublimada hora de também se tornar preceptor destes especialíssimos neófitos, no Plano Luz, em circunstante e perfeita harmonia no limiar da labuta, concreta e complexa, de enfileirados tarefeiros do primeiro estágio reformador ...
Se o simbolismo da permissa se fez concessão o passe para novos e parcimoniosos vôos, então bendito seja o iluminado Nicanor , posto que à sua santíssima responsabilidade ou égide estarão os crísticos-aspirantes, antes os chamados enregelados Seareiros, que ansiavam firmar, para confirmar a existência demorada, tardia, mas não inerte, da imensurável Força Superior, individual e intransferível...
A cargo do iluminado Ser ficarão, encarnados e desencarnados, que conhecem, mas carecem, ainda, do despertar das interações interior e indefinível na caracterização de cada uma das concorrentes , à mercê de cada indivíduo...
Se não podemos garantir o êxito, pois tais fatores dependem diretamente da auto-condução, também não nos cabe dificultar a ação dos de boa-vontade, visando despertá-La (a Força Superior).
Mister se faz, acima de qualquer fenômeno, função ou ação conseqüente, a certeira introdução das Três Perdizes do Consentimento Divino, igualmente a cargo do meritório detentor dos Adventos para a Terra, na incessante busca do despertar da Divina Força, no âmago dos terrenos .
10 - Senhor!... Agostinho, em nome das Sagradas Fileiras, escreveu:
...Naqueles idos de triste memória, mas alçados no vôo eterno da sublime iniciação, vicejava em Seu minúsculo reino (lar) a plácida mulher que um dia se faria consagrar, pelos próprios atributos, a Sacratíssima Mãe dos terrenos, cristãos ou não...
Voltemos então ao tosco ambiente onde Ela, a doce Myriam, recatada e consciente de suas limitações como mulher na autoritária e patriarcal sociedade dos descendentes de Abrahão, em que o inocente olhar pousado sobre o Sagrado Registro (Leis Mosaicas) era considerado grave ofensa a Deus se tal ocorresse a uma frágil e desprezível mulher.
Assim concluía-se em tão insidiosos e nefastos tempos:
— A mulher, marcada pela impureza do pecado original, não é digna de ver ou tocar objetos, mesmo que materiais, pertencentes ao Deus de Abrahão...
Foi então que, condicionada a tais tacanhos conceitos, fez-se Ela mulher e mãe do Divino Mestre...
Um dia, quando seu glorioso Rabi, não mais Seu filho, pois que não se sentia Ela digna do Excelso Predestinado, adentrou ao singelo reduto, a suave morada dos jovens anos, exclamou a mulher entre surpresa, aflita e radiosa de amor materno:
“Meu Rabi, sinto-me impura e indigna de tocar as Vossas vestes, pois que não vos sou mais a simplória mãe, apenas desgastada criatura e mulher obscura...
Projetando o seu olhar profundo de superior condição sobre a venerável matriarca, mansamente falou:
Levantai mãe ardorosa dos preceitos do Eterno Pai, e precursora da libertação feita mulher, instrumento de divino alcance, sobreposta em grandeza aos homens desse universo acanhado pelo sublime alvitre de gestar os da mesma espécie.
Louvada Sejas obra maior do Deo-Criar, em respeitoso amor...”
A partir deste indescritível momento, que sabia Ele carecia vivenciamento a dois (mãe e filho), fez-se, em verdade, a eterna aliança...
Bendita a Patronesse da humanidade refletida em grau-lux, embora presença única e constante, quase matéria, na conformação das Sagradas Fileiras, a serviço dos Adventos Crísticos.
Bendita a Mulher-Mãe-Cordis desta insólita Aurora.
Caríssimo , não há mistério na sutileza dos fatos narrados, posto que a alma humílima da mulher-mãe-servil-sublimada permanece incólume através dos séculos, o que A torna mais consciente e caridosa ao redor dos de boa-vontade, auxiliando nas tarefas do comando e dos comandados na perspectiva de êxito pleno por parte de humanos encarnados e desencarnados...
O natural, porém infundado, aturdir de alguns ante o espantoso acontecimento de Sua presença entre os terrenos em condições tão especiais não deve ser maior e mais preocupante que tantas outras ocorrências passadas...
O que ansiosamente se aguarda é que, gradativamente, caia por terra o que até então se tomava por mistério dogmático ou coisa impossível, para não dizer inatingível ou imponderável...
Asseguro-te que não há mais tempo para as persistentes dúvidas, geradas muitas vezes pela pequenez do pensamento humano encarnado e que, por incrustação resquicial, são projetadas impune em sucessivas existências, na desditosa promoção dos enregelados...
Se a milenar reflexão propiciou-te o arregimentar de todas as condicionantes forças de interação Cristo-Pai / Cristo-filhos ou homens em espécie, então é possível afirmar:
De há muito deténs a Força Superior, já que meritório detentor também és, dos Adventos do Cristo-Pai, legados à humanidade por seu Dileto Filho, porém não único...
Reflete mais e mais sobre o iluminado Nicanor, pois que tua essência apreende Seus Princípios Missionários nesta Aurora ...
Se a Graça do Pai nos propiciou este instante, curvamo-nos também em louvores à vibrante, à rutilante Presença1 que, ao teu lado, se faz quase real...
Senhor!... Consumimos alguns séculos para reconhecermos a grandeza-luz de Maria, a Santíssima Mãe do Mestre Jesus, já que Ela, a princípio, não foi inscrita nos cânones do Cristianismo.
Silvestre escreveu:
“Caríssimo, Que seja proclamada hoje a excelsitude Dela, a Divina Mãe, posto que em seu tempo foi Ela deplorada e renegada como a mulher que gerou o igualmente renegado, por suposto que foi, o traidor do Povo Judeu, por ele “povo” votado e condenado à imolação no Sagrado Madeiro, tido à época como a Cruz Infamante no dizer do infeliz aglomerado que tomou a si o ignóbil direito de apontar com escárnio e ferir com impropérios, muito mais que dardos envenenados.”
Texto extraído do Livro A arte de Interpretar a Vida
de Adolfo Marques dos Santos
2010-06-13 José Capinha
sábado, 23 de abril de 2011
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