adventos Cristicos

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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Dia de Santo André Apóstolo de Jesus

Santo André








Apóstolo e irmão de São Pedro. Pescador, no Mar da Galiléia, residia em Cafarnaum. Juntamente com São João Evangelista, teve por Mestre São João Batista, que lhes indicou Jesus, às margens do Jordão, como “o Cordeiro de Deus”.
Os dois o seguiram e reconheceram como Messias. Esse primeiro encontro despertou a sua dedicação ao Cristo.
André levou o seu irmão, Simão Pedro, para conhecer Jesus (Jo i, 41). Algum tempo depois, enquanto André e Simão Pedro lançavam redes ao Mar, Jesus prometeu fazê-los pescadores de homens.
Posteriormente, escolheu-os como Apóstolos. Na lista dos doze, André está incluído entre os quatro primeiros, o que indica ter sido um dos mais íntimos.
Em dois episódios do Evangelho aparece André ao lado do Apóstolo S. Filipe, que também procedia de Betsaida. Quando da primeira Multiplicacão dos Pães, depois de Filipe responder à pergunta de Jesus sobre alimento, André informou que um jovem tinha cinco pães e dois peixes.
E pouco depois da Paixão, encontrando-se em Jerusalém, os dois Apóstolos apresentaram a Jesus alguns Gregos que desejavam vê-lo. Cita-se também André entre os que interrogaram Jesus Cristo acerca da destruição do Templo.
Além de estar entre os Apóstolos no cenáculo, depois da Ascensão de Jesus, não há mais referência especial ao seu nome no Novo Testamento.
O historiador Eusébio diz que evangelizou a Cítia e outros autores mencionam diversas regiões em que também esteve.
Diz-se que morreu crucificado numa Cruz em forma de X.
Daí denominar-se Cruz de Santo André a esse tipo de Cruz.
As suas relíquias veneram-se na Catedral de Amalfi.
A sua cabeça, que estava em S. Pedro de Roma, foi devolvida a Patrai pelo papa Paulo VI (l964).
Celebra-se sua Festa no dia 30 de Novembro.
É o santo Padroeiro da Escócia e da Rússia.
Festa Litúrgica: 28 de Agosto.


2010-11-30 José Capinha

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Santa Isabel da Hungria

Santa Isabel da Hungria, foi Tia-Avó da Rainha Santa Isabel de Portugal.

D. Isabel da Hungria
D. Isabel da Hungria nasceu a 7 de Julho de 1207 em Pressburg, na antiga Hungria, local que hoje pertence à Eslováquia e que recebeu o nome de Bratislava desde o ano de 1919, era a 2ª de cinco filhos dos reis André II da Hungria e de Gertrudes de Andechs-Meran.
D. Isabel teve em sua família consanguínea algumas figuras que mais tarde viriam a ser canonizadas, do lado paterno, a prima santa Inês de Praga, e do lado materno, a tia santa Edwiges, as sobrinhas, santa Cunegundes e santa Margarida da Hungria, foi ainda tia-avó da rainha santa Isabel de Portugal.
Por volta do ano 1211, viajou para Turíngia, na longínqua Alemanha para celebrar o noivado com o seu futuro marido Luís IV, filho de Landgrave Hermano I e de Sofia da Bavária, quando Isabel tinha apenas 4 anos e Luís 11, o noivado foi celebrado no castelo de Wartburg, em Eisenach, capital do ducado de Turíngia e desde então lá viveram os dois sendo educados juntos.
O jovem príncipe Luís amava verdadeiramente Isabel, que se tornava a cada dia mais bonita, amável e modesta. Ambos eram católicos fervorosos, Luís admirava a noiva, amável nas palavras e atitudes, que vivia em orações e era muito generosa em caridade com os pobres e doentes.
No entanto a sua futura sogra, Sofia da Bavária não apreciava a sua caridade e supostamente teria ciúmes da relação de Isabel com seu filho, assim como mais alguns parentes de seu futuro esposo, tentando inclusive convence-lo a desistir do casamento, alegando que ela seria uma esbanjadora, pois a todos os pobres e doentes ela queria ajudar.
A própria corte a perseguia por causa do seu desapego e simplicidade cristã, mas Luís foi firme ao afirmar que preferia abdicar do reinado a desistir de casar com Isabel.
Em 1221 quando Luís atingiu a maioridade, foi coroado rei, e casou-se então com Isabel, que se tornou rainha aos 14 anos de idade, foi então que se deu o inesperado, Isabel recusou usar a coroa, símbolo da realeza, na cerimónia realizada na igreja, alegando que, diante de nosso rei Jesus, coroado com uma coroa de espinhos, não poderia usar uma coroa tão preciosa, então o rei Luís IV, acompanhou o seu desejo e tornou-se rei sem colocar a coroa.
Conta-se que certa vez, D. Isabel, quando levava comida para os pobres na dobra de seu manto, cruzou-se com seu marido que voltava da caça, espantado com o peso que D. Isabel carregava, terá lhe perguntado o que ela levava, ao que ela respondeu, são rosas senhor, Luís não acreditando na sua esposa, pois era inverno e não seria época de rosas, pediu-lhe para lhe mostrar, foi então que ela abriu o manto que apertava contra seu corpo, e nada mais achou do que belas rosas vermelhas, seu marido diz-lhe para seguir seu caminho, apanhando uma das rosas que guardou até ao fim de seus dias. Este acontecimento, conhecido como Milagre das Rosas, foi também atribuído à sua sobrinha-neta, rainha santa Isabel de Portugal, desconhecendo-se, se é uma confusão da historia, ou se realmente aconteceu com ambas as duas.
Em outra situação, também se conta que Luís, avisado por sua mãe, Sofia da Bavária, de que a sua esposa, D. Isabel, teria acolhido e levado para seu leito, um enfermo vítima de lepra, correu para lá, pois isso seria uma grande imprudência da parte da rainha, mas ao entrar no quarto, abriu os seus olhos da alma, e viu uma imagem de Jesus crucificado, foi desde então, que ele passou a apoiar e a auxiliar mais fervorosamente sua esposa nas suas grandes obras de caridade, no entanto, tamanha generosidade para com os pobres e doentes, era mal vista, e irritava os irmãos do rei, Henrique e Conrado da Turíngia.
Do seu casamento nasceram três filhos, em 1222, deu a luz, o filho Hermano, mais tarde em 1224, a filha, Sofia, e pouco antes da morte de seu marido em 1227 nasceu, a filha Gertrudes.
Estava grávida de Gertrudes quando seu marido lhe comunicou que iria acompanhar o imperador Frederico II, a uma guerra das Cruzadas para libertar Jerusalém. Depois de partir para a Cruzada, Luís contraiu a doença de peste negra e acabou por falecer, D. Isabel, recebe a notícia pouco depois de ter dado a luz a sua filha Gertrudes.
Seus cunhados que nada simpatizavam com a rainha, e livres que estavam do tumor que nutriam pelo seu irmão mais velho, expulsaram do castelo D. Isabel juntamente com seus três filhos, em pleno inverno, sem dinheiro e sem qualquer mantimento e ainda proibiram o povo de agasalha-la a ela e aos seus filhos.
Acabou por ser acolhida por sua tia, Matilda, Abadessa do convento Cisterciense de Ktinzengen, e desde então se tornou freira da Ordem Terceira Franciscana, junto com suas fiéis damas de companhia Jutta e Isentrude.
Mais tarde, os cavaleiros que acompanharam Luís IV na Cruzada, voltaram com a missão de dar protecção a D. Isabel, pois teria sido o último pedido do rei, quando chegaram ao castelo e se depararam com o sucedido, enfrentaram corajosamente os cunhados da rainha, e censuraram todo o mal contra a viúva e seus sobrinhos. Eles não resistiram a tamanha firmeza acabando por pedir desculpa à rainha e devolver todos os seus bens e propriedades.
D. Isabel voltou ao castelo, mas não mais despiu o hábito, foi então que usou grande parte de sua fortuna ao mandar construir um hospital em honra de Francisco de Assis, em Marburgo, e um convento de Franciscanas.
Certa vez, quando perguntada sobre que fim queria dar à herança que lhe pertencia, respondeu: minha herança é Jesus.
Depois de assegurar o futuro no reino de seus filhos, D. Isabel preferiu viver na pobreza absoluta, o que à muito já desejava, retirou-se para o hospital de Marburgo onde passou a prestar assistência directa aos pobres e doentes a tempo inteiro, nas tarefas mais elementares, lavava-os, ajudava-os precisamente nas suas necessidades mais básicas, vestia-os, tecia-lhes roupas, compartilhava a sua vida e o seu destino, e nos últimos anos teve de sustentar-se apenas com o trabalho das próprias mãos.
Nessa época de sua vida, a santidade de Isabel manifestou-se de forma extraordinária e seu nome tornou-se famoso em todas as montanhas da Alemanha, dizia-se que João Batista vinha lhe trazer pessoalmente a comunhão e que inúmeras vezes foi visitada por Jesus e por Maria que a consolavam nos seus sofrimentos e lhe davam algum ânimo para continuar a sua caminhada junto dos mais desfavorecidos.
D. Isabel faleceu no dia 17 de Novembro de 1231, com apenas vinte e quatro anos de idade, em Marburgo, Alemanha, quatro anos mais tarde, em 1235, foi canonizada pelo papa Gregório IX, no processo de canonização, uma de suas amigas, faz um depoimento contando que em várias ocasiões foi surpreendida ao ver D. Isabel elevada no ar a mais de um metro do chão, entregue à Divindade em êxtase absoluto.
Mais tarde foi declarada padroeira das irmãs da Ordem Franciscana Secular, e a sua festa é celebrada no dia 17 de Novembro.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

S. Martinho cortando a sua Capa para dar metade a um Mendigo

S. Martinho durante vários Séculos foi o Santo mais Popular de toda a Europa

A Vida de S. Martinho

Por: José Capinha

S. Martinho dá metade da sua Capa a um Pobre

O conhecimento que se tem da vida de S. Martinho, apelidado de Apóstolo da Gália, é devido principalmente ao seu primeiro e mais dedicado Biógrafo, Sulpício Severo (c.360-c.420), Historiador Cristão de expressão Latina, nascido na Aquitânia, também declarado Santo.

Quando conheceu S. Martinho, já este era Bispo vivendo no entanto fiel ao ideal monástico, recolhendo-se longe do fasto do Palácio Episcopal.
Sulpício Severo tornou-se seu Discípulo, amigo e Biógrafo.
É graças a ele que hoje temos um relato precioso da vida deste Santo
A Vida de S. Martinho (Vita Martini ) de Sulpício Severo que, de acordo com a professora Maria Luísa V. de Paiva Boléo, foi «um livro que teve enorme repercussão no Mundo Medieval. Espalhou-se até Cartago, Alexandria e Síria. Sabe-se que este livro foi muitíssimo lido (Enciclopedia Cattolica, Cidade do Vaticano, 1952, p. 220), o que era difícil numa época em que os livros eram caros e quando só o Clero e Monarcas mais cultos os leriam, mas o certo é que foi um verdadeiro "best-seller"» (fonte), nunca teve tantos leitores como hoje em dia, pois circula na internet em Latim e em pelo menos mais dois idiomas: Francês e Inglês.

Algumas datas mais importantes da Vida de S. Martinho:
316 - Nasce S. Martinho, filho de um Oficial Romano, na Panónia (região da actual Húngria).
326- Com apenas 10 anos e por sua vontade torna-se catecúmeno (Aspirante a Cristão).
330- É obrigado a ir para o Exército onde pratica o Ideal Cristão de humildade e generosidade.
337- Dá-se o episódio lendário em que S. Martinho partilha a sua capa de soldado com um pobre.
Em data indeterminada S. Martinho abandona o exército.
354- S. Martinho chega a Poitiers onde se desloca para se juntar a Santo Hilário. Mas logo a seguir vai para a Itália com o objectivo de rever a família e evangelizar os seus conterrâneos.
355-360- S. Martinho é expulso da sua própria terra (por causa do Arianismo) e passa um tempo isolado na Ilha de Galinária, no meio do Mar Tirreno.
361- S. Hilário volta para Poitiers e S. Martinho também.
361- Funda uma Comunidade Monástica (a primeira da Gália) em Ligugé, a 6 km de Poitiers.
371- S. Martinho torna-se Bispo de Tours, cargo que ocupará cerca de 26 anos até à sua morte.
372- Funda a Comunidade Monástica de Marmoutier, perto de Tours.
397- S. Martinho morre em Candes perto de Tours. No dia 11 de Novembro é enterrado com pompa e circunstância na Cidade de que fora Bispo durante mais de um quarto de Século.
Textos Biográficos
Em língua Portuguesa não abundam Biografias sobre o Santo. Para além dos dois resumos Biográficos que a seguir se transcrevem, poucas mais referências se encontraram.
O primeiro resumo Biográfico encontra-se no conhecido (mas já em desuso) Missal de de Dom Gaspar Lefebvre e foi transcrito de um artigo da autoria de Luís Chaves, intitulado "São Martinho de Tours", (publicado na Separata da Revista de Etnografia nº1 do Museu de Etnografia e História, em 1963).
«São Martinho é o primeiro dos Santos não Mártires, o primeiro Confessor, que subiu aos Altares no Ocidente.
No dizer de Durando de Mende, a liturgia consagra-lhe um lugar semelhante aos dos Apóstolos, por ter sido ele quem concluiu a Evangelização das Gálias.
A sua Festa era de guarda e favorecida frequentemente pelos dias de "Verão de São Martinho", rivalizando, na exuberância da alegria popular, com a Festa de S. João.
Tinha Oitava como S. Lourenço, porque S. Martinho, "pérola dos sacerdotes", era entre os Confessores o que S. Lourenço era entre os Mártires, o maior dos Confessores.
Nasceu na Sabária Panónia) e veio para as Gálias como soldado.
Sendo ainda catecúmeno, deu um dia perto de Amiens a um pobre, que Ihe pedia esmola por amor de Cristo, metade da clâmide.
Na noite seguinte, Jesus Cristo apareceu-lhe vestido com essa metade que ele dera ao pobre, e disse-lhe: "Martinho, sendo ainda catecúmeno, vestiu-me com este manto".
Recebeu o Baptismo aos 18 anos. Depois de viajar pelo Oriente, onde se iniciou na Vida Monástica, faz por algum tempo vida de Eremita numa lha das Costas da Ligúria.
Finalmente, fez-se Discípulo de Santo Hilário, que então florescia na Cadeira Episcopal de Poitiers e fundou no deserto de Ligugé, a duas léguas da sede do Bispado, um Mosteiro para onde se retirou com alguns Discípulos. Lançou assim os alicerces do monaquismo nas Gálias.
Mas Deus não queria que esta luz, ficasse oculta debaixo do alqueire, e S. Martinho foi arrancado à paz da solidão e revestido da dignidade Episcopal, que lhe deu ensejo para desenvolver largamente os dotes do seu coração de Apóstolo.
Pregou o Evangelho pelos campos da Gália e extirpou de vez os resíduos tenazes do paganismo, que tinham resistido à investida Cristã a coberto da superstição e da ignorância do povo.
Colocado à frente da Diocese de Tours, fundou a célebre Abadia de Marmoutiers ou o grande Mosteiro aonde com frequência se retirava para viver mais longe do Mundo,e mais perto de Deus.
Cercavam-no oitenta Monges de vida santíssima, pautada pelo exemplo e regra dos Eremitas da Tebaida.
Viveu mais de oitenta anos, ocupado sempre com a Glória de Deus e a Salvação das Almas, e morreu em Candes, perto de Tours, em 397.
Ao seu túmulo afluíam de toda a parte peregrinações frequentes. Gregório de Tours, que lhe sucedeu, não hesita em chamar-lhe o "Patrono de todo o Mundo".
Poucos Santos alcançaram a popularidade dele. Só em França há perto de mil Igrejas Paroquiais e 485 Burgos e lugares com o seu nome.
Em Roma é notável a Igreja de S. Silvestre e S. Martinho, onde se faz a estação de quinta-feira da quarta semana da Quaresma.
A Capa de São Martinho era conduzida à frente dos Exércitos em tempo de guerra e nela se pregavam os Sermões Solenes em tempo de Paz.
Símbolo da Protecção, que S. Martinho dispensava à França, esta capa deu o nome ao oratório, que a guardava, e a todos os oratórios, ou "Capelas"»
O segundo resumo Biográfico é da autoria de Alves de Oliveira e encontra-se no vol. 13 da Enciclopédia Luso- Brasileira de Cultura (Verbo):
«Martinho de Tours (São) -Bispo de Tours (n. actual Szambatkely, Hungria, 316 ou 317- morreu Candes, França, 8.11.397).
Filho de um oficial do exército romano e nascido num posto militar fronteiriço, após estudos humanísticos, em Pavia, aos 16 anos entrou para o exército quando já a sua vontade o inclinava a fazer-se monge (aos 10 anos inscrevera-se como catecúmeno). Em breve ganhou fama de taumaturgo.
Em Amiens, provavelmente em 338, durante uma ronda nocturna no rigor do Inverno encontrou um pobre seminu: não tendo à mão dinheiro para lhe valer, com a espada dividiu ao meio a sua clâmide que repartiu com o desconhecido. Na noite seguinte, em sonhos, viu Jesus, que disse:
"Martinho, apesar de somente catecúmeno, cobriu-me com a sua capa."

Recebeu o Baptismo na Páscoa de 339, continuando como oficial da guarda imperial até aos 40 anos. Abandonando a vida Castrense, foi ter com Sto. Hilário de Poitiers, que lhe conferiu Ordens Sacras e lhe deu possibilidade de levar vida monacal: nasceu, assim, o famoso Mosteiro de Ligugé. Eleito, por aclamação, Bispo de Tours, foi Sagrado provavelmente a 4.7.371.
Ardente Propagador de Fé, fundou, em Marmoutier, um Mosteiro donde sairam notáveis Missionários e Reformadores.
Demoliu Templos Pagãos e levantou Mosteiros como sustentáculos da evangelização.
Humilde e pacífico, manteve a sua independência perante o abuso da autoridade civil.
O fascínio das suas virtudes radicadas na generosidade do seu zelo, na nobreza de caracter e, sobretudo, na sua bondade ilimitada mantida para além da morte na prodigalidade dos seus milagres, magnificamente descritas pelo seu Discipulo Sulpício Severo, fez com que S. M. T. fosse durante muitos séculos o Santo mais popular da Europa Ocidental. A sua memória litúrgica é a 11 de Novembro.

A sua memória litúrgica celebra-se dia 11 de Novembro

2010-11-07 José Capinha

terça-feira, 2 de novembro de 2010

São Malaquias foi Profeta e Bispo de Armagh na Irlanda

São Malaquias foi Profeta e Bispo de Armagh na Irlanda

Biografia de São Malaquias
Por: José Capinha


São Malaquias (em irlandês Antigo: Malachy Máel Máedóc Ua Morgair; em Irlandês Moderno: Maelmhaedhoc O'Morgan).
Nasceu em 1094 em Armagh na Irlanda. Faleceu dia 2 de Novembro de 1148 em Clairvaux
Ainda na adolescência tornou-se Abade de Armagh.
As suas visões começaram em 1139 na sua primeira viagem a Roma.
Foi canonizado no dia 6 de Julho de 1199 pelo Papa Clemente III. A Festa litúrgica realiza-se dia 3 de Novembro.

Índice
1 - Profecias
2 - Sobre a Irlanda
3 - Profecias dos Papas
4 - O último Papa
1 - Profecias
Sobre o Papa que virá depois de Bento XVI, São Malaquias disse:
In persecutione extrema S.R.E. sedebit Petrus Romanus, qui pascet oves in multis tribulationibus, quibus transactis civitas septicollis diruetur, et Iudex tremêndus iudicabit populum suum.
Finis.
O que pode ser traduzido por:
Na última perseguição à Sagrada Igreja Romana reinará Pedro Romano,
que apascentará as suas ovelhas no meio de tribulações, passadas as quais a cidade das sete colinas (Roma) será destruída e o juíz terrível julgará o seu povo.
Fim.
A esta divisa, o Monge de Pádua colou as seguintes palavras apocalípticas:
Na suprema desolação do Mundo, reinará Pedro Romano, último Pontífice de Deus verdadeiro. Roma criminosa será destruída e o Juiz tremendo julgará, triunfante, todos os povos.

2 - Sobre a sua própria Morte
São Bernardo afirma que São Malaquias lhe disse a data exacta da sua morte, dia 2 de Novembro de 1148.

3 - Sobre a Irlanda
Ele afirmou que a Irlanda seria oprimida pela Inglaterra e que ao ser libertada seria ela importante para que a Fé voltasse à Inglaterra.

4 – O último Papa
É da sua autoria, as Profecias de São Malaquias. Estas terão sido escritas depois de uma viagem a Roma, onde foi recebido pelo Papa Inocêncio II.
São compostas por 111 divisas em latim, correspondente a 111 pontificados, a contar do Papa Celestino II até ao último Papa.
Foram publicadas pela primeira vez em 1595, na obra Lignum Vitae, pelo chamado Monge de Pádua, que também se intitula Profeta e, ao que parece, as teria acrescentado, tais divisas prevêem factos relacionados com cada um dos 111 pontificados (incluíndo os 10 pontificados dos anti-papas, do Século XII a XV).
Segundo o Profeta: - O penúltimo Papa será um caçador de Almas!
De acordo com as Profecias, Bento XVI será o penúltimo Papa da Igreja Católica Romana.
Consta nessas Profecias, de 111 sentenças curtas, que fornecem as características dos Papas Católicos, desde Celestino II, em 1143, até o último pontífice, Pedro II, que ocupará o trono do Vaticano no meio de extremos sofrimentos Mundiais.
Esse Pedro II sucederá o Papa atual, Bento XVI (Joseph Ratzinger), será testemunha do início das comoções que abalarão o Planeta. Mera coincidência quanto às Profecias sobre 2012?
Segundo a interpretação do site Realidade Hoje, Pedro Romano não será o último Papa da Igreja Católica, mas sim "o último Papa em Roma, com a prerrogativa de que seu papado começará em Jerusalém... pois a sede da Igreja em Roma estará completamente arrasada, conforme se lê em Nostradamus e muitos outros Profetas" (incluindo São Malaquias)